segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Estou ouvindo... (desculpem a pieguice)

Picture of my life - Jamiroquai

Eu nunca tive um sonho que pudesse segui-lo em frente
Somente lágrimas para manchar, e secar meus olhos novamente
Eu não sei quem sou, ou o que
irei fazer
Faz tanto tempo que me tornei irremdiavelmente confuso
Será que isso nunca irá acabar, é infinitamente triste
Alguém pode me dizer quando
Algo bom se tornou tão triste
Então, se vc tem a cura
Para mim, você poderia por favor mandar
Uma foto da minha vida
Com uma carta dizendo como
ela realmente deveria ser

O precipício é bem ali
Mas será que eu irei conseguir
Me jogar no céu, assim finalmente eu poderei morrer
Veja eu me tornei um homem
Que não possui nada de bom
Quem irá ligar se eu simplesmente desaparecer
Será que isso nunca irá acabar, é infinitamente triste
Alguém pode me dizer quando
Algo bom se tornou tão triste
Então, se vc tem a cura
Para mim, você poderia por favor mandar
Uma foto da minha vida
Com uma carta dizendo como
ela realmente deveria ser

(essa música vai feito tufão contra tudo o que já ouvi dessa banda que, desnecessário dizer, é ducaralho... é incrível como, ás vezes [na maioria delas, é verdade] só uma música pode dizer da, ou pra, gente aquilo que realmente sentimos...)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

1984

O ano de em que eu cheguei neste mundão grande, velho e sem porteira...

Acabei de ler o livro com o título em epígrafe (tardiamente, confesso) e puta merda... o livro é do caralho! No começo me deu a impressão de que se tratava de uma severa crítica ao socialismo, porém ao avançar algumas páginas me dei conta de que se focar somente no regime sócio-econômico é perder quase todo a idéia do livro.

George Orwell (na minha visão) fala sobre o ser humano e seus vícios, egoísmo, ego, ganância e principalmente o PODER que se tem sobre alguém, e não interessa muito se este poder seja sobre algo realmente grandioso. É simplesmente o poder pelo poder.

Há passagens em que senti esperança em alguma coisa que não sei o que é (exatamente como Winston), a despeito da minha um tanto quanto pessimista visão sobre o caminhar da humanidade, mas durou pouco.


Eric Arthur Blair (aka George Orwell) descreve a distopia humana, e creio que cabe a cada leitor ter a sua UTO ou DISTOpia, afinal não sou eu que vou impor nesta postagem o duplipensar...

P.S.: Agora me dei conta do nome do programa Big Brother (Grande Irmão) e suas teletelas. Demorei...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

AD FAZ LEITURA DRAMÁTICA DO ESPETÁCULO SOBRE DUAS RODAS NA EXECUTIVE EXPRESS

Sexta feira, dia 07 de Novembro, às 20h, o AD Produções Artisticas realizará a leitura dramática do espetáculo SOBRE DUAS RODAS, na EXECUTIVE EXPRESS, localizada na RUA CONSELHEIRO CARRÃO, 1018.
A leitura tem como objetivo apresentar aos representantes da área o espetáculo criado para ser utilizado como ferramenta de conscientização profissional e social das pessoas envolvidas no setor.

O espetáculo escrito e digirido por Claudemir Santos, interpretado por ele, Clara Barbora, Bárbara Ramos, Tarcísio Hayashi, Gisélia Lima e com a participação especial de Nias Macedo e com Paula Welter na operação técnica, foi criado especialmente para empresas e trabalhadores que fazem parte da categoria ligada a transporte de cargas. Sob a orientação de Nias Macedo (Macedex Express), Claudemir Santos criou um texto edificante, inspirado por filmes como "Sem Medo de Viver", "Com Mérito" e "Irmãos Savage", onde o didático e a emoção leva o espectador a reflexão de suas ações através dos personagens.
A leitura dramática será realizada por empresários da área, para que possam julgar se a empreitada está ou não de acordo com os procedimentos ideiais para um trabalho seguro e respeitável. A EXECUTIVE EXPRESS, cedendo o seu espaço para esta reunião, estréia, juntamente com a MACEDEX EXPRESS, uma iniciativa inédita na categoria de motofrete: A EDUCAÇÃO E REFLEXÃO DO PROFISSIONAL ATRAVÉS DA ARTE.
Deixem os olhos bem abertos: raramente se vê uma iniciativa assim!


Macedex Express
http://www.macedex.com.br/

Executive Express
http://www.executiveexpress.com.br/

Colégio Evolução
http://www.colegio-evolucao.kit.net/

Copiadora Cham

sábado, 1 de novembro de 2008

Aniversário do Raberuan

Ontem foi duca. Aniversário do mestre sereno, Raberuan, que do alto dos seus 55(ou 56?) anos, exibe uma jovialidade de menino, no bar do conde Wlad. Estavam lá todos - ou quase - entre os tais o Sacha, o Akira, o Casé pai, os Casés filhos(Vinícius e Caio), o Visson, o Marrom, o Tarcísio, Ceciro, Gilberto Braz, o Minhoca, o Jocélio Amaro, o Valtinho Passarinho e sua esposa Leda, o Nando Z, e mais uma porrada de gente que - sorry! - não consigo lembrar o nome de todos. Figuraças.

Rolou muita MPBQ, "Música Popular Brasileira de Qualidade", cerveja a granel, reencontros, abraços, beijos, ovacções e ovacionamentos, mais abraços, mais beijos, apertos de mão, gritaria, autógrafos, rodadas de bilhar, troca de e-meios, troca de telefones, promessas de ligar em breve(cuja maioria não serão cumpridas).

Saí de lá às tontas, lá pelas 3 da manhã, louco de saudade logo dois minutos depois, ouvindo o 2º cd do Jocélio Amaro - valeu pelo presente, cara! - na avenida São Miguel, a 20 por hora, pois menos não dá pra andar.

Raberuan, meu querido, que essa energia positiva que vibra em ti se espalhe no universo, pois teu sorriso, tua paz de espírito e esse espírito de fraternidade que acomoda-se tão bem nos teus gestos, são um presente que nós é que recebemos.
Além, é claro, dessa voz maravilhosa e esses dedos maviosos, que sopram música de verdade em nossos ouvidos.

Amém, 4ever!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Estou lendo...

Em Águas Profundas, do David Lynch, cineasta estadunidense.
Como sempre acontece em tudo o que esse excêntrico(ex-cêntrico?) figurinha das rodas animadas de LA burila, esse livro tem o risco de transitar ora no cafona, no brega, na autoajuda maquiada; e outras vezes no melhor do achado quase filosófico e contemporâneo daquele que pratica a arte sem medo.
Os filmes dele incomodam, chamam a atenção, são de dificuldade hermética? O livro não... mas nem por isso é fácil de deglutir...

(Ed. Gryphus, 1a. ed. 2008)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Atrevimento, despudor, cara-de-pau, cara-lisa, sem-vergonha etc, etc....

Caríssimos hermanos e hermanas,
em meu descaramento desmedido, valho-me deste espaço para ofertar ao senhor Darkney Santos um pequeno textículo de minha autoria... (ele disse: vou musicar, eu falei: só por cima do meu cadáver, ele: faca ou teco na cara?, eu: paga um por fora, pelo menos..., ele: nem fudendo!, eu: arrrgghhhhhhh......digam a Scarllet que me importo....)
(espero, sinceramente, que meu pedantismo não me custe a oportunidade de postar idéias aqui! IRC!)
Um grande abraço a todos e que Deus, depois de descer da máquina, tenha piedade das vossas, das nossas, das fossas, almas...

Maria Anunciação
Tiago Araújo
Tento inesquecer tudo o que desdisse,
naquela noite, no porto, a ponto de expirar,
de expelir, naquele vestido azul,
linda como um anjo, junto aos marujos,
inesperando qualquer hora,
implorando qualquer um,
tão mariliana, quase nua,
vendo ele chegar,
vindo ao meu encontro,
revendo o bêbado ganhar outra estatura,
cúmplice da incorporação,
redimida pela novidade,
inquieta pelo pecado,
triturada de anseio,
embolsando aqueles dólares,
antifonando aquele gozo,
odeadiando o momento,
clientelada pelo homem do meu sonho,
pelo ventre nunca cheio, completa,
engolindo até as penas,
com as rótulas embrasadas,
de soslaio para o cais,
de cara para o convés,
coberta pela sombra das asas,
com os olhos no meio da testa, e,
as tetas caídas no chão,
uma de cada lado,
decantando músicas sem nota alguma,
violentada pela descoberta,
descobrindo a fúria angélica,
arroxeando os olhos,
quase cega, sem ar,
já desmaquiada, cuspindo até os dentes,
desentendendo àquela ação,
em vão justificada, comida pelo meio,
pelo medo, pelo rabo,
inafundando sob as ondas,
impedida de ir, tendo que volver,
voltando a partir, rezando pracamalmar,
culpada por ter pinto,
vendo e amando os pés de Arcanael,
que voou para o céu,
depois que me afogou no mar.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

DÉCIMO ANIVERSÁRIO DA LUIZ GONZAGA!!!

Eu tava lá. E Isa Diaz. E Clara Barbosa. E Escobar Franelas. E Nando Z. E Tiago Z. E Isis. E Marrom Z. E Luizinho DDD. E nego Léo. E Vinícius Casé. E Dani do Cria de Gonzaga (será que este grupo ainda existe, mesmo?). E Waldir. E Arquiteto Rui Barbosa. E Alline Alves passou por lá. E uma nova geração de frequentadores que deixou Alline Alves refletindo sobre a nossa vida artistica e o destino de cada um de nós. Viver de arte é foda. Mas a Oficina sobrevive sobretudo pela presença de Sacha Arcanjo e sua administração bem resolvida no quesito "espaço para artistas locais e depois, os demais". É de se estranhar que estes artistas demais e locais não tenham aparecido para prestigiar a data de aniversário. Será que são testemunhas de Jeová e não comemoram aniversários ou será que veem nosso espaço cultural como um trampolim mediocre para eles chegarem onde sempre chegam: em lugar nenhum?
Pois estive lá e fiz minha parte, empunhando violão de aço e cantando com meus amigos, prestigiando os demais, falando coisas sérias e bobagens. Mas tenho a firme opinião de que os artistas locais deviam valorizar mais o ÚNICO ESPAÇO CULTURAL REALMENTE DEMOCRÁTICO DE SÃO MIGUEL, como diria meu amigo Nando Z num desabafo faceiro.

De resto? Pura festa, meu nego. Teatro. Dança. Música. Bolo. Foi uma noite muito boa, familiar, que acabou como sempre no balcão do bar do Didi com kits quebra facão, novos filmes no cinema e antigos acontecimentos que marcam dez anos que, realmente, nem percebemos passar, apesar de vivê-los intensamente.

Vida longa para a Oficina cultural!
Salve, Salve!