Acabei de ler "O Silêncio do Delator", grande inventário de José Nêumanne sobre a juventude que nos iniciou na prática do amor-livre, nas alucinógenas viagens atemporais e na somática disposição sexual da fálica guitarra elétrica, lá nos primórdios do rock and roll. Também finalizei "Albert Camus - A Libertinagem do Sol", de Horácio Gonzáles, da belíssima coleção Encanto Radical, da Editora Brasiliense.
Ah, também terminei a terceira ou quarta releitura de "Dom Casmurro", do Machado. E para os textos machadianos não há palavra escrita, falada ou gestualizada que possa definir o prazer algo edênico de curti-lo.
Agora estou lendo "Albert Camus - Vida e Obra", de Vicente Barreto, um compêndio introdutório a esse pensador e prosador único, talvez o melhor cérebro francês gestado no século 20. Resolvi, agora que cheguei aos 40, reler todo Camus, inclusive o teatro(que nunca li, apesar de ter há bastante tempo). Me identifico muito com seu pensamento e quero refletir melhor sobre ele, no alto dessa experiência de quatro décadas de andanças aqui nesse planeta.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
REVOLUÇÃO!
Acabei de ler Revolução dos Bichos de George Orwell, para garantir que o cara é bom, e não apenas "deu sorte" em 1984 (pois é gato, eu tenho essas frescura).
Lembrei-me ao final do livro da música Revolution dos Beatles, e a mim parece que ambas passam pelo mesmo prisma, sobre o porque, a finalidade e o fim de uma revolução.
Tento não levar o papo para um viés político, e sim para um olhar mais filosófico (será?), em que pese a questão de um ser que se julga onipresente e onipotente, de seguidores facilmente ludibriáveis, e o mais importante, propósitos.
No fim, é melhor morrer cedo a se tornar o seu próprio inimigo (como já dizia Harvey Dent=)).
Ou será que já somos nossos inimigos desde o início e somente precisamos de uma desculpa para derrotar o oponente e tomar o poder?
Será que nós, pretensos agitadores (ou agitados) culturais somente não queremos nos sobrepor ao sistema já estabelecido de cultura de massas e empurrar para a "massa" a arte que NÓS julgamos importante?
P.S.: A questão é só pra criar indaga mesmo.... =)
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Repassando
(nossa chance de, pelo menos, fazer algum barulho que, bem o sabemos, poderá não ser ouvido...)
MinC realiza Diálogos Culturais em São Paulo
Terceiro encontro com representantes do setor cultural para discutir as estratégias e prioridades de gestão
Na próxima quarta-feira, 12 de novembro, às 14h, no Teatro TUCA (Rua Monte Alegre, nº 1.024, Perdizes), em São Paulo, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, dá continuidade aos Diálogos Culturais, série de encontros com representantes do setor cultural para discutir as estratégias e prioridades de gestão à frente da pasta.
O ministro Juca Ferreira apresentará um diagnóstico dos avanços e desafios da política cultural do Governo Lula e discutirá as mudanças na Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet, que deverá ser enviada ao Congresso Nacional até o final do ano. Os encontros já foram realizados no Rio de Janeiro e em Salvador, no mês de outubro.
Também serão discutidas as pautas de revitalização das políticas de governo para as artes - dentro do projeto de reestruturação da Fundação Nacional de Artes (Funarte) -, a modernização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a política de Direitos Autorais e o Programa Mais Cultura, de democratização da produção e do acesso aos bens e serviços culturais no Brasil.
A série Diálogos Culturais marca um esforço da atual gestão de construir as políticas públicas para cultura em parceria com a sociedade. "Eu não acredito em construção de política pública dentro do gabinete. Vamos para a rua ouvir as pessoas que fazem a cultura no seu dia a dia", afirma o ministro Juca Ferreira.
Saiba mais sobre a discussão da Lei Federal de Incentivo à Cultura no seguinte endereço eletrônico: http://blogs.cultura.gov.br/reformadaleirouanet/
Informações sobre o encontro em São Paulo: (11) 5539-6304/6308, com Natália Caetano ou Maria Luiza Torres, na Representação Regional do MinC (Largo Senador Raul Cardoso, nº 133, Vila Mariana).
Inscrições pelo email: cultura.sp@cultura.gov.br
MinC realiza Diálogos Culturais em São Paulo
Terceiro encontro com representantes do setor cultural para discutir as estratégias e prioridades de gestão
Na próxima quarta-feira, 12 de novembro, às 14h, no Teatro TUCA (Rua Monte Alegre, nº 1.024, Perdizes), em São Paulo, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, dá continuidade aos Diálogos Culturais, série de encontros com representantes do setor cultural para discutir as estratégias e prioridades de gestão à frente da pasta.
O ministro Juca Ferreira apresentará um diagnóstico dos avanços e desafios da política cultural do Governo Lula e discutirá as mudanças na Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet, que deverá ser enviada ao Congresso Nacional até o final do ano. Os encontros já foram realizados no Rio de Janeiro e em Salvador, no mês de outubro.
Também serão discutidas as pautas de revitalização das políticas de governo para as artes - dentro do projeto de reestruturação da Fundação Nacional de Artes (Funarte) -, a modernização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a política de Direitos Autorais e o Programa Mais Cultura, de democratização da produção e do acesso aos bens e serviços culturais no Brasil.
A série Diálogos Culturais marca um esforço da atual gestão de construir as políticas públicas para cultura em parceria com a sociedade. "Eu não acredito em construção de política pública dentro do gabinete. Vamos para a rua ouvir as pessoas que fazem a cultura no seu dia a dia", afirma o ministro Juca Ferreira.
Saiba mais sobre a discussão da Lei Federal de Incentivo à Cultura no seguinte endereço eletrônico: http://blogs.cultura.gov.br/reformadaleirouanet/
Informações sobre o encontro em São Paulo: (11) 5539-6304/6308, com Natália Caetano ou Maria Luiza Torres, na Representação Regional do MinC (Largo Senador Raul Cardoso, nº 133, Vila Mariana).
Inscrições pelo email: cultura.sp@cultura.gov.br
Estou ouvindo... (desculpem a pieguice)
Picture of my life - Jamiroquai
Eu nunca tive um sonho que pudesse segui-lo em frente
Somente lágrimas para manchar, e secar meus olhos novamente
Eu não sei quem sou, ou o que
irei fazer
Faz tanto tempo que me tornei irremdiavelmente confuso
Será que isso nunca irá acabar, é infinitamente triste
Alguém pode me dizer quando
Algo bom se tornou tão triste
Então, se vc tem a cura
Para mim, você poderia por favor mandar
Uma foto da minha vida
Com uma carta dizendo como
ela realmente deveria ser
O precipício é bem ali
Mas será que eu irei conseguir
Me jogar no céu, assim finalmente eu poderei morrer
Veja eu me tornei um homem
Que não possui nada de bom
Quem irá ligar se eu simplesmente desaparecer
Será que isso nunca irá acabar, é infinitamente triste
Alguém pode me dizer quando
Algo bom se tornou tão triste
Então, se vc tem a cura
Para mim, você poderia por favor mandar
Uma foto da minha vida
Com uma carta dizendo como
ela realmente deveria ser
(essa música vai feito tufão contra tudo o que já ouvi dessa banda que, desnecessário dizer, é ducaralho... é incrível como, ás vezes [na maioria delas, é verdade] só uma música pode dizer da, ou pra, gente aquilo que realmente sentimos...)
Eu nunca tive um sonho que pudesse segui-lo em frente
Somente lágrimas para manchar, e secar meus olhos novamente
Eu não sei quem sou, ou o que
irei fazer
Faz tanto tempo que me tornei irremdiavelmente confuso
Será que isso nunca irá acabar, é infinitamente triste
Alguém pode me dizer quando
Algo bom se tornou tão triste
Então, se vc tem a cura
Para mim, você poderia por favor mandar
Uma foto da minha vida
Com uma carta dizendo como
ela realmente deveria ser
O precipício é bem ali
Mas será que eu irei conseguir
Me jogar no céu, assim finalmente eu poderei morrer
Veja eu me tornei um homem
Que não possui nada de bom
Quem irá ligar se eu simplesmente desaparecer
Será que isso nunca irá acabar, é infinitamente triste
Alguém pode me dizer quando
Algo bom se tornou tão triste
Então, se vc tem a cura
Para mim, você poderia por favor mandar
Uma foto da minha vida
Com uma carta dizendo como
ela realmente deveria ser
(essa música vai feito tufão contra tudo o que já ouvi dessa banda que, desnecessário dizer, é ducaralho... é incrível como, ás vezes [na maioria delas, é verdade] só uma música pode dizer da, ou pra, gente aquilo que realmente sentimos...)
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
1984
O ano de em que eu cheguei neste mundão grande, velho e sem porteira...
Acabei de ler o livro com o título em epígrafe (tardiamente, confesso) e puta merda... o livro é do caralho! No começo me deu a impressão de que se tratava de uma severa crítica ao socialismo, porém ao avançar algumas páginas me dei conta de que se focar somente no regime sócio-econômico é perder quase todo a idéia do livro.
George Orwell (na minha visão) fala sobre o ser humano e seus vícios, egoísmo, ego, ganância e principalmente o PODER que se tem sobre alguém, e não interessa muito se este poder seja sobre algo realmente grandioso. É simplesmente o poder pelo poder.
Há passagens em que senti esperança em alguma coisa que não sei o que é (exatamente como Winston), a despeito da minha um tanto quanto pessimista visão sobre o caminhar da humanidade, mas durou pouco.
Eric Arthur Blair (aka George Orwell) descreve a distopia humana, e creio que cabe a cada leitor ter a sua UTO ou DISTOpia, afinal não sou eu que vou impor nesta postagem o duplipensar...
P.S.: Agora me dei conta do nome do programa Big Brother (Grande Irmão) e suas teletelas. Demorei...
Acabei de ler o livro com o título em epígrafe (tardiamente, confesso) e puta merda... o livro é do caralho! No começo me deu a impressão de que se tratava de uma severa crítica ao socialismo, porém ao avançar algumas páginas me dei conta de que se focar somente no regime sócio-econômico é perder quase todo a idéia do livro.
George Orwell (na minha visão) fala sobre o ser humano e seus vícios, egoísmo, ego, ganância e principalmente o PODER que se tem sobre alguém, e não interessa muito se este poder seja sobre algo realmente grandioso. É simplesmente o poder pelo poder.
Há passagens em que senti esperança em alguma coisa que não sei o que é (exatamente como Winston), a despeito da minha um tanto quanto pessimista visão sobre o caminhar da humanidade, mas durou pouco.
Eric Arthur Blair (aka George Orwell) descreve a distopia humana, e creio que cabe a cada leitor ter a sua UTO ou DISTOpia, afinal não sou eu que vou impor nesta postagem o duplipensar...
P.S.: Agora me dei conta do nome do programa Big Brother (Grande Irmão) e suas teletelas. Demorei...
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
AD FAZ LEITURA DRAMÁTICA DO ESPETÁCULO SOBRE DUAS RODAS NA EXECUTIVE EXPRESS
Sexta feira, dia 07 de Novembro, às 20h, o AD Produções Artisticas realizará a leitura dramática do espetáculo SOBRE DUAS RODAS, na EXECUTIVE EXPRESS, localizada na RUA CONSELHEIRO CARRÃO, 1018.
A leitura tem como objetivo apresentar aos representantes da área o espetáculo criado para ser utilizado como ferramenta de conscientização profissional e social das pessoas envolvidas no setor.
O espetáculo escrito e digirido por Claudemir Santos, interpretado por ele, Clara Barbora, Bárbara Ramos, Tarcísio Hayashi, Gisélia Lima e com a participação especial de Nias Macedo e com Paula Welter na operação técnica, foi criado especialmente para empresas e trabalhadores que fazem parte da categoria ligada a transporte de cargas. Sob a orientação de Nias Macedo (Macedex Express), Claudemir Santos criou um texto edificante, inspirado por filmes como "Sem Medo de Viver", "Com Mérito" e "Irmãos Savage", onde o didático e a emoção leva o espectador a reflexão de suas ações através dos personagens.
A leitura dramática será realizada por empresários da área, para que possam julgar se a empreitada está ou não de acordo com os procedimentos ideiais para um trabalho seguro e respeitável. A EXECUTIVE EXPRESS, cedendo o seu espaço para esta reunião, estréia, juntamente com a MACEDEX EXPRESS, uma iniciativa inédita na categoria de motofrete: A EDUCAÇÃO E REFLEXÃO DO PROFISSIONAL ATRAVÉS DA ARTE.
Deixem os olhos bem abertos: raramente se vê uma iniciativa assim!
Macedex Express
http://www.macedex.com.br/
Executive Express
http://www.executiveexpress.com.br/
Colégio Evolução
http://www.colegio-evolucao.kit.net/
Copiadora Cham
A leitura tem como objetivo apresentar aos representantes da área o espetáculo criado para ser utilizado como ferramenta de conscientização profissional e social das pessoas envolvidas no setor.
O espetáculo escrito e digirido por Claudemir Santos, interpretado por ele, Clara Barbora, Bárbara Ramos, Tarcísio Hayashi, Gisélia Lima e com a participação especial de Nias Macedo e com Paula Welter na operação técnica, foi criado especialmente para empresas e trabalhadores que fazem parte da categoria ligada a transporte de cargas. Sob a orientação de Nias Macedo (Macedex Express), Claudemir Santos criou um texto edificante, inspirado por filmes como "Sem Medo de Viver", "Com Mérito" e "Irmãos Savage", onde o didático e a emoção leva o espectador a reflexão de suas ações através dos personagens.
A leitura dramática será realizada por empresários da área, para que possam julgar se a empreitada está ou não de acordo com os procedimentos ideiais para um trabalho seguro e respeitável. A EXECUTIVE EXPRESS, cedendo o seu espaço para esta reunião, estréia, juntamente com a MACEDEX EXPRESS, uma iniciativa inédita na categoria de motofrete: A EDUCAÇÃO E REFLEXÃO DO PROFISSIONAL ATRAVÉS DA ARTE.
Deixem os olhos bem abertos: raramente se vê uma iniciativa assim!
Macedex Express
http://www.macedex.com.br/
Executive Express
http://www.executiveexpress.com.br/
Colégio Evolução
http://www.colegio-evolucao.kit.net/
Copiadora Cham
sábado, 1 de novembro de 2008
Aniversário do Raberuan
Ontem foi duca. Aniversário do mestre sereno, Raberuan, que do alto dos seus 55(ou 56?) anos, exibe uma jovialidade de menino, no bar do conde Wlad. Estavam lá todos - ou quase - entre os tais o Sacha, o Akira, o Casé pai, os Casés filhos(Vinícius e Caio), o Visson, o Marrom, o Tarcísio, Ceciro, Gilberto Braz, o Minhoca, o Jocélio Amaro, o Valtinho Passarinho e sua esposa Leda, o Nando Z, e mais uma porrada de gente que - sorry! - não consigo lembrar o nome de todos. Figuraças.
Rolou muita MPBQ, "Música Popular Brasileira de Qualidade", cerveja a granel, reencontros, abraços, beijos, ovacções e ovacionamentos, mais abraços, mais beijos, apertos de mão, gritaria, autógrafos, rodadas de bilhar, troca de e-meios, troca de telefones, promessas de ligar em breve(cuja maioria não serão cumpridas).
Saí de lá às tontas, lá pelas 3 da manhã, louco de saudade logo dois minutos depois, ouvindo o 2º cd do Jocélio Amaro - valeu pelo presente, cara! - na avenida São Miguel, a 20 por hora, pois menos não dá pra andar.
Raberuan, meu querido, que essa energia positiva que vibra em ti se espalhe no universo, pois teu sorriso, tua paz de espírito e esse espírito de fraternidade que acomoda-se tão bem nos teus gestos, são um presente que nós é que recebemos.
Além, é claro, dessa voz maravilhosa e esses dedos maviosos, que sopram música de verdade em nossos ouvidos.
Amém, 4ever!
Rolou muita MPBQ, "Música Popular Brasileira de Qualidade", cerveja a granel, reencontros, abraços, beijos, ovacções e ovacionamentos, mais abraços, mais beijos, apertos de mão, gritaria, autógrafos, rodadas de bilhar, troca de e-meios, troca de telefones, promessas de ligar em breve(cuja maioria não serão cumpridas).
Saí de lá às tontas, lá pelas 3 da manhã, louco de saudade logo dois minutos depois, ouvindo o 2º cd do Jocélio Amaro - valeu pelo presente, cara! - na avenida São Miguel, a 20 por hora, pois menos não dá pra andar.
Raberuan, meu querido, que essa energia positiva que vibra em ti se espalhe no universo, pois teu sorriso, tua paz de espírito e esse espírito de fraternidade que acomoda-se tão bem nos teus gestos, são um presente que nós é que recebemos.
Além, é claro, dessa voz maravilhosa e esses dedos maviosos, que sopram música de verdade em nossos ouvidos.
Amém, 4ever!
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