(P(ré).S(criptum). Claudemir, deixei um comentário no seu texto sobre o Atílio Garret e me desculpe por mais uma vez usar este espaço para autopromoção, mas é a recessão, é a cries, sacumé quié né?)
Caros correlegionários,
escrevo para avisar-lhes que agora em agosto ministrarei uma oficina de criação literária na Luiz Gonzaga, terra de Sacha, o suserano boa praça.
A oficina é composta, principalmente, de exercícios práticos de escrita de textos literários, que serão discutidos, sempre, coletivamente, e, também de uma parte teórica que introduz os conceitos básicos dos seguintes gêneros literários:
- Conto (e microconto)
- Crônica
- Romance
- Novela
- Poesia
Para isso, valer-me-ei de recursos audiovisuais como filmes - de longa e curta metragem -, músicas, pinturas, fotografias, powerpoints etc. Ao final - com a ajuda de meu padim Padi Ciço e todo o panteão dos senhores do improvável - editaremos uma fanzine com os melhores textos, de todos os participantes, produzidos ao longo da oficina.
Se vocês têm interesse em literatura - e eu sei que têm - gostam de ler, ou querem mostrar aqueles seus textos que ficam lá no fundinho da gaveta, apareçam, pois, estou ansioso para conhecer a produção literária de vocês, os processos criativos, os estalos, as angústias e as possibilidades imaginativas e insanas que vos fazem utilizar-se da linguagem como tiro de escopeta contra o mundo.
(E se alguém que estiver lendo isso não tiver interesse no assunto, apareça do mesmo jeito: a escrita literária é uma experiência ímpar, talvez vocês descubram um escritor aí, correndo, pulando, xingando, gritando nas veias... nunca se sabe...)
Peço, ainda, mais um favor: repassem essa informação para os amigos, alunos, vizinhos, parentes etc: quanto mais pertence(ntes), melhor a feijoada.... rs.
Abaixo, seguem o endereço, o horário e os períodos de inscrição e de duração da oficina.
Ah, só mais uma coisa, não precisa pagar nada.
OFICINA DE CRIAÇÃO LITERÁRIA - “PRIMEIRAS LINHAS”
30 vagas
Coordenação: Tiago Araújo 12/8 a 30/9
quartas-feiras das 18h45 às 21h45
Público alvo: iniciantes na área
Faixa etária: adolescentes e adultos
Seleção: primeiros inscritos
Inscrições: 27/7 a 8/8
OFICINA CULTURAL LUIZ GONZAGA
Endereço: Rua Amadeu Gamberini, 259,
São Miguel Paulista São Paulo, SP – CEP:08010-110
Telefone: 2956-2449
e-mail: luizgonzaga@assaoc.or.br
Funcionamento: segunda a sexta das 10 às 22.
Abraços cordiais
Tiago Araújo.
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terça-feira, 7 de julho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Sujeito-homem, mais um textículo meu pra vocês.
Caros Correlegionários,
o motivo desse post, na verdade são dois:
Primeiro:
Peço que ajudem a divulgar a Oficina de Criação Literária Primeiras Linhas, que começará no dia 12 de Agosto na Oficina Cultural Luiz Gonzaga, das 18:45 às 21:45, às quartas. A oficina será composta de oito encontros onde serão dicutidos - por meio de ilustrações audiovisuais, explanções teóricas e, principalmente, por meio de exercícios práticos de criação literária - gêneros literários como o conto, a crônica, o romance, a novela, a poesia e outros, correlatos a esses. A título de informação, a oficina será ministrada por eu mesmo e atenderá interessados e iniciantes na área, que tenham entre 13 e 69 anos (pode ser mais velho, só não pode ser mais novo!), num total de 25 alunos (portanto, só haverá 25 vagas). Conto o help de vocês e assim que eu tiver as datas referentes ao período de inscrição da OCLG, volto a postar.
Segundo: coloquei abaixo um conto que escrevi hoje, e como faz tempo que não escrevo nada aqui não reclama não Dark'n'Ney(rsrsrs)! Na verdade, na verdade, esse é o provável texto que tentarei adaptar para o roteiro de um curta que terei que entregar como trabalho no curso que estou fazendo (maiores detalhes, leiam o comentário que deixei no post do Hayashi sobre Caetano e o Tropicalismo). Portanto, peço, encarecidamente que o leiam e me digam vossa opinião, para que eu saiba se essa é uma história digna de ser roteirizada.
Abraços,
Tiago Araújo.
o motivo desse post, na verdade são dois:
Primeiro:
Peço que ajudem a divulgar a Oficina de Criação Literária Primeiras Linhas, que começará no dia 12 de Agosto na Oficina Cultural Luiz Gonzaga, das 18:45 às 21:45, às quartas. A oficina será composta de oito encontros onde serão dicutidos - por meio de ilustrações audiovisuais, explanções teóricas e, principalmente, por meio de exercícios práticos de criação literária - gêneros literários como o conto, a crônica, o romance, a novela, a poesia e outros, correlatos a esses. A título de informação, a oficina será ministrada por eu mesmo e atenderá interessados e iniciantes na área, que tenham entre 13 e 69 anos (pode ser mais velho, só não pode ser mais novo!), num total de 25 alunos (portanto, só haverá 25 vagas). Conto o help de vocês e assim que eu tiver as datas referentes ao período de inscrição da OCLG, volto a postar.
Segundo: coloquei abaixo um conto que escrevi hoje, e como faz tempo que não escrevo nada aqui não reclama não Dark'n'Ney(rsrsrs)! Na verdade, na verdade, esse é o provável texto que tentarei adaptar para o roteiro de um curta que terei que entregar como trabalho no curso que estou fazendo (maiores detalhes, leiam o comentário que deixei no post do Hayashi sobre Caetano e o Tropicalismo). Portanto, peço, encarecidamente que o leiam e me digam vossa opinião, para que eu saiba se essa é uma história digna de ser roteirizada.
Abraços,
Tiago Araújo.
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quarta-feira, 25 de março de 2009
UM MÊS DE CÃES DANADOS, O LIVRO!
UM MÊS DE CÃES DANADOS, de Moacir Scliar. EU LI! (ou Quando a música nos leva à literatura, e a literatura nos leva à História e, a História, por sua vez, nos leva ao ser humano)
Estava eu na Biblioteca Municipal Raimundo de Menezes, Zona Leste, pleno São Miguel. Durkheim e mitologia grega em mãos. Entro na fileira de estantes e eis que vejo aquela roxa morena de um metro e noventa, mais ou menos. Bela. Os olhos percorrem suas costas procurando aqueles montes salientes – paixão nacional. Melhor que futebol e cerveja. Mas ela não tem. Suspiro revoltado com o senso de humor de Deus, Pai, Todo Poderoso, e ela vira o rosto em minha direção. Faço que não é comigo e olho pra estante e... ele está lá. Preto no vermelho, numa edição surrada de 1977. Bati o olho e a primeira coisa que veio à cabeça foi a frase “Um dia de cão, um mês de cães danados”, da música “descendo a serra”, dos Engenheiros do Hawaii (sexta faixa do lado B, LP Várias Variáveis, BMG, 1991, e eu tenho. Novinho!).
Em primeiro lugar, devo dizer que toda a obra dos Engenheiros – nas letras de Humberto Gessinger – estão repletas de referencias pops, literárias, históricas e cinematográficas. É como ler um mapa com cidades que você já viu e outras que não conhece e precisa visitar para ter um entendimento fiel ao caminho da poesia concreto-progressista de Gessinger. Mas vamos ao livro e seu autor.
Eu já conhecia Scliar de outros carnavais. Minto. Conheço-o de outros natais. Li um conto dele que ocorre no Natal em uma coletânea de contos sobre a tal data festiva. Conto bom. Volta e meia eu cruzo com ele na folha de São Paulo. Encontros casuais. “Um Mês de Cães Danados” me encantou de tal maneira, que desejo em breve ter outro volume do autor em minhas mãos. Narrado em primeira pessoa, temos Mário Picucha (nome fictício do personagem), um mendigo que conta a um turista paulista suas desventuras no interior do Rio Grande do Sul e depois nas ruas de Porto Alegre, tendo em foco existencial o mês de Agosto de 1961, quando Jânio renunciou a presidência. Bem humorado, denso, imprevisível e comovente, o autor nos dá uma visão histórica fascinante: a visão do cidadão comum e apolítico em um universo de ações políticas incorretas. Forte, selvagem, despreparado e desprotegido, Mário nos conduz alucinadamente para um final que jamais abandonará a mente de quem o encontrar. Recomendo a leitura imediatamente!
TRECHO INICIAL DO LIVRO:
“É muito pouco. Isso aí? É muito pouco.
Queres saber da Ema Fugaz? Queres? Então é muito pouco. Queres saber dos bois empalhados? Da tia de Pelotas? Da Carta de Puntal Del Este? Da queda do cruzeiro? Do banco da Província? Do Simca Chambord? Das Cestas de Natal Amaral? Do considerável número de populares bradando viva Jânio? Queres saber de tudo? Querer? Então paga.
Queres saber da vozinha na parede. Queres saber da crise de Berlim. Queres saber dos batelões afundados no Canal do Rio Grande. Queres saber da machine-gun. Queres saber do restaurante universitário. Queres saber do Chevalier Rolland. Queres saber o que aconteceu na praça da Matriz, naqueles dias, há muito tempo.
Queres saber tudo – por uma moeda. Mas vem cá – perdeste a vergonha? (...) Não importa o quanto! Ouviste? (...) Não quero saber de quanto é a tua moeda. O que ela valer será pouco. Já ouviste falar da abóboda de dezoito quilos? Até este dia dezoito, tinhas ouvido falar de semelhante prodígio? Não – não tinhas ouvido falar; portanto, uma moeda é pouco.
Bota mais aí.
Bota um pouco mais, anda.
Bota um pouco mais que eu te conto a história.(...)”
(UM MÊS DE CÃES DANADOS, Moacir Scliar. Porto Alegre, L&PM, 1977)
Estava eu na Biblioteca Municipal Raimundo de Menezes, Zona Leste, pleno São Miguel. Durkheim e mitologia grega em mãos. Entro na fileira de estantes e eis que vejo aquela roxa morena de um metro e noventa, mais ou menos. Bela. Os olhos percorrem suas costas procurando aqueles montes salientes – paixão nacional. Melhor que futebol e cerveja. Mas ela não tem. Suspiro revoltado com o senso de humor de Deus, Pai, Todo Poderoso, e ela vira o rosto em minha direção. Faço que não é comigo e olho pra estante e... ele está lá. Preto no vermelho, numa edição surrada de 1977. Bati o olho e a primeira coisa que veio à cabeça foi a frase “Um dia de cão, um mês de cães danados”, da música “descendo a serra”, dos Engenheiros do Hawaii (sexta faixa do lado B, LP Várias Variáveis, BMG, 1991, e eu tenho. Novinho!).
Em primeiro lugar, devo dizer que toda a obra dos Engenheiros – nas letras de Humberto Gessinger – estão repletas de referencias pops, literárias, históricas e cinematográficas. É como ler um mapa com cidades que você já viu e outras que não conhece e precisa visitar para ter um entendimento fiel ao caminho da poesia concreto-progressista de Gessinger. Mas vamos ao livro e seu autor.
Eu já conhecia Scliar de outros carnavais. Minto. Conheço-o de outros natais. Li um conto dele que ocorre no Natal em uma coletânea de contos sobre a tal data festiva. Conto bom. Volta e meia eu cruzo com ele na folha de São Paulo. Encontros casuais. “Um Mês de Cães Danados” me encantou de tal maneira, que desejo em breve ter outro volume do autor em minhas mãos. Narrado em primeira pessoa, temos Mário Picucha (nome fictício do personagem), um mendigo que conta a um turista paulista suas desventuras no interior do Rio Grande do Sul e depois nas ruas de Porto Alegre, tendo em foco existencial o mês de Agosto de 1961, quando Jânio renunciou a presidência. Bem humorado, denso, imprevisível e comovente, o autor nos dá uma visão histórica fascinante: a visão do cidadão comum e apolítico em um universo de ações políticas incorretas. Forte, selvagem, despreparado e desprotegido, Mário nos conduz alucinadamente para um final que jamais abandonará a mente de quem o encontrar. Recomendo a leitura imediatamente!
TRECHO INICIAL DO LIVRO:
“É muito pouco. Isso aí? É muito pouco.
Queres saber da Ema Fugaz? Queres? Então é muito pouco. Queres saber dos bois empalhados? Da tia de Pelotas? Da Carta de Puntal Del Este? Da queda do cruzeiro? Do banco da Província? Do Simca Chambord? Das Cestas de Natal Amaral? Do considerável número de populares bradando viva Jânio? Queres saber de tudo? Querer? Então paga.
Queres saber da vozinha na parede. Queres saber da crise de Berlim. Queres saber dos batelões afundados no Canal do Rio Grande. Queres saber da machine-gun. Queres saber do restaurante universitário. Queres saber do Chevalier Rolland. Queres saber o que aconteceu na praça da Matriz, naqueles dias, há muito tempo.
Queres saber tudo – por uma moeda. Mas vem cá – perdeste a vergonha? (...) Não importa o quanto! Ouviste? (...) Não quero saber de quanto é a tua moeda. O que ela valer será pouco. Já ouviste falar da abóboda de dezoito quilos? Até este dia dezoito, tinhas ouvido falar de semelhante prodígio? Não – não tinhas ouvido falar; portanto, uma moeda é pouco.
Bota mais aí.
Bota um pouco mais, anda.
Bota um pouco mais que eu te conto a história.(...)”
(UM MÊS DE CÃES DANADOS, Moacir Scliar. Porto Alegre, L&PM, 1977)
segunda-feira, 23 de março de 2009
VINICIUS CASÉ LANÇA LIVRETO DE POESIAS
Durante o último show de Sacha Arcanjo no bar do Camacho, Vinicius Casé de La Sota me entregou um exemplar de "Verdades em Mentiras", um livreto contendo escritos seus baseados nos desenhos de Mariana Waechter. Achei muito bacana: colocar a Arte em movimento constante é nosso grande objetivo por aqui. Com uma tiragem inicial de trezentas cópias, Casé já passeou por aí vendendo e divulgando seu trabalho pela Capital e por algumas cidades próximas. Os poemas, muitos escritos no eu feminino (lá dele), retraram perdas e ganhos e danos amorosos - e algumas reflexões sobre a vida. Apesar de usar alguns chavões muito em voga por aí, dá para perceber a direção do trabalho do Vincius, lembrando muito suas composições musicais: um romantismo exarcebado de quem se entrega ou deseja se entregar a um grande amor que acontece, pode acontecer ou aconteceu, transformando toda uma existência - sim, a transformação está presente em quase todas: ninguém continua sendo a mesma pessoa após passar pelo amor, seja ele correspondido ou não (sempre haverá consequencias nesta estrada!).
A diagramação foge do comum e o papel reciclado dá um certo charme aos desenhos de Maechter, que passeia sem muito compromisso entre a caricatura, o expressionismo e um possivel surrealismo, revelando que talvez a artista esteja experimentando caminhos antes de escolher a estrada de tijolos amarelos que deseja seguir. Seus traços fortes retratam pessoas no cotidiano mergulhadas em momentos íntimos, na maioria das vezes, turbulentos mergulhos nas profundezas de seus dramas pessoais. Algumas vezes as imagens dizem mais do que os poemas, revelando um lado social que os poemas não alcançam explicitamente. No conjunto, textos e imagens funcionam bem. Mas se o leitor desvincular um do outro, terá uma terceira descoberta em seus sentidos. Texto. Imagem. Texto & Imagem. Experimentem!
Uma penas que os revisores deixaram passar alguns erros ortográficos - mas nada que tire o sentido dos textos de forma relevante (e além do mais, você pode até se divertir com isto, tipo o jogos dos sete erros: ache onde está errado. Ou pior, você pode ler e não achar os erros, afinal, até aonde vai o português nosso de cada dia?)
Muito legal, Casé.
Estar por aí é muito importante!
Agora, que venha o CD!
SAIBA MAIS!
Quem quiser saber mais sobre o jovem Casé De La Sota ou conversar com o homem:
dl.sota@hotmail.com
vinicius.sota@gmail.com
http://www.vinnydelasota.blogspot.com/
A diagramação foge do comum e o papel reciclado dá um certo charme aos desenhos de Maechter, que passeia sem muito compromisso entre a caricatura, o expressionismo e um possivel surrealismo, revelando que talvez a artista esteja experimentando caminhos antes de escolher a estrada de tijolos amarelos que deseja seguir. Seus traços fortes retratam pessoas no cotidiano mergulhadas em momentos íntimos, na maioria das vezes, turbulentos mergulhos nas profundezas de seus dramas pessoais. Algumas vezes as imagens dizem mais do que os poemas, revelando um lado social que os poemas não alcançam explicitamente. No conjunto, textos e imagens funcionam bem. Mas se o leitor desvincular um do outro, terá uma terceira descoberta em seus sentidos. Texto. Imagem. Texto & Imagem. Experimentem!
Uma penas que os revisores deixaram passar alguns erros ortográficos - mas nada que tire o sentido dos textos de forma relevante (e além do mais, você pode até se divertir com isto, tipo o jogos dos sete erros: ache onde está errado. Ou pior, você pode ler e não achar os erros, afinal, até aonde vai o português nosso de cada dia?)
Muito legal, Casé.
Estar por aí é muito importante!
Agora, que venha o CD!
SAIBA MAIS!
Quem quiser saber mais sobre o jovem Casé De La Sota ou conversar com o homem:
dl.sota@hotmail.com
vinicius.sota@gmail.com
http://www.vinnydelasota.blogspot.com/
sábado, 21 de fevereiro de 2009
ARCANJO, FRANELAS, CHAM, DOROTHY & MINHA ARTE
A última semana tem sido corrida e cansativa para mim. Produzir um espetáculo em poucos dias sozinho não é um trabalho fácil. A exaustão está sempre ao seu lado, e você não consegue evitar de pensar que empresários se preocupam muito com grana e que pouco importa o que vá se dizer no palco, desde que isso acrescente alguma coisa na conta bancária. Sim, eu gosto do dinheiro e o quero, mas isto não está acima da minha arte. Mas o momento não é de orgulho, portanto, jogo o jogo dentro das regras e fico esperando minha vez de dar as cartas – e o espetáculo, apesar de diferente das coisas que eu realmente gosto de fazer, não é uma peça ruim – afinal, até Oliver Stone tem suas “Torres Gêmeas”: quem sou eu para negar “Sobre Duas Rodas”?
São tempos difíceis, mas não me deixo abater. Há coisas que valem a pena. Ter ao lado grandes artistas, por exemplo. Ser um fiel colaborador da fomentação cultural que Sacha Arcanjo promove em São Miguel é enriquecedor. Eu tenho observado e aprendido muito. Evento após evento, e o último foi o SARAU FOLIA, percebemos que novas pessoas estão chegando e que o ciclo artístico em nosso bairro está fadado a não parar jamais! Moto contínuo total, com certeza (você já assistiu o filme Kenoma? Assista!).
Alexandre Tavares – Cham da Xerox – também teve estado ao meu lado nesta correria doida, oferecendo transporte, créditos, filmes e um carinho fraternal que funciona como um oásis no deserto árido e quente que foi São Paulo nos últimos dias. Estão vendo? Os cavaleiros solitários nunca estão tão solitários quanto pensam.
Mas ontem, após o SARAU FOLIA, montei na bicicleta em São Miguel e só desci em Ferraz. Era três e alguma coisa da manhã. Desliguei telefones e dormir até às onze, como há tempos não fazia. Acordei, cafezinho básico e coloquei O MAGICO DE OZ no DVD. É um dos filmes mais fantásticos que já vi, do tipo que nos faz admirar Hollywood por suas proezas (o filme é de uma maestria estética e poética que merece um tópico!)
Quando Dorothy e o Espantalho pisaram na estrada de tijolos amarelos, minha mãe invade o quarto e diz “telefone”. Religo o aparelho e, do outro lado, é Escobar Franelas, convidando-me para filmar às sete da manhã neste domingo de carnaval em Osasco. Diz que não aceita recusas. Franelas, escritor, poeta e cineasta genial aprontando das suas novamente e fazendo questão da minha presença. O sorriso de satisfação é inevitável: ter um amigo que você possa dividir vida e arte sem receio é tão raro nos dias de hoje! Aceito muito agradecido pela oportunidade e digo, como gosto de dizer, “Até daqui a pouco” ao invés de “tchau” ou adjacências (com ou sem acento? Ainda não sei).
Desligo o telefone e volto para OZ muito feliz. Amanhã, serei eu no cinema. Refletindo melhor, vejo que filmarei às oito em Osasco e terei que estar às onze em São Miguel para ensaiar. Lá se vão as poucas horas de domingo que eu tinha para dormir, e isto não me importa nem um pouco. Pensando bem, todo este cansaço dos últimos quinze dias que precedem a estréia de SOBRE DUAS RODAS não me incomoda nem um pouco de verdade – mesmo não. Caramba, amigos: estou fazendo o que gosto, o que escolhi para minha vida. Estou exatamente onde quero estar; no caminho que me leva para onde eu quero ir.
Assim sendo, amores e amigos, desejo a todos um ótimo carnaval, uma boa viagem ou um bom desfile. E não se preocupem comigo, eu estarei muito bem, no teatro, no cinema ou na música, acompanhado ou mesmo sozinho, eu estarei vivo. EU ESTAREI FAZENDO MINHA ARTE!
São tempos difíceis, mas não me deixo abater. Há coisas que valem a pena. Ter ao lado grandes artistas, por exemplo. Ser um fiel colaborador da fomentação cultural que Sacha Arcanjo promove em São Miguel é enriquecedor. Eu tenho observado e aprendido muito. Evento após evento, e o último foi o SARAU FOLIA, percebemos que novas pessoas estão chegando e que o ciclo artístico em nosso bairro está fadado a não parar jamais! Moto contínuo total, com certeza (você já assistiu o filme Kenoma? Assista!).
Alexandre Tavares – Cham da Xerox – também teve estado ao meu lado nesta correria doida, oferecendo transporte, créditos, filmes e um carinho fraternal que funciona como um oásis no deserto árido e quente que foi São Paulo nos últimos dias. Estão vendo? Os cavaleiros solitários nunca estão tão solitários quanto pensam.
Mas ontem, após o SARAU FOLIA, montei na bicicleta em São Miguel e só desci em Ferraz. Era três e alguma coisa da manhã. Desliguei telefones e dormir até às onze, como há tempos não fazia. Acordei, cafezinho básico e coloquei O MAGICO DE OZ no DVD. É um dos filmes mais fantásticos que já vi, do tipo que nos faz admirar Hollywood por suas proezas (o filme é de uma maestria estética e poética que merece um tópico!)
Quando Dorothy e o Espantalho pisaram na estrada de tijolos amarelos, minha mãe invade o quarto e diz “telefone”. Religo o aparelho e, do outro lado, é Escobar Franelas, convidando-me para filmar às sete da manhã neste domingo de carnaval em Osasco. Diz que não aceita recusas. Franelas, escritor, poeta e cineasta genial aprontando das suas novamente e fazendo questão da minha presença. O sorriso de satisfação é inevitável: ter um amigo que você possa dividir vida e arte sem receio é tão raro nos dias de hoje! Aceito muito agradecido pela oportunidade e digo, como gosto de dizer, “Até daqui a pouco” ao invés de “tchau” ou adjacências (com ou sem acento? Ainda não sei).
Desligo o telefone e volto para OZ muito feliz. Amanhã, serei eu no cinema. Refletindo melhor, vejo que filmarei às oito em Osasco e terei que estar às onze em São Miguel para ensaiar. Lá se vão as poucas horas de domingo que eu tinha para dormir, e isto não me importa nem um pouco. Pensando bem, todo este cansaço dos últimos quinze dias que precedem a estréia de SOBRE DUAS RODAS não me incomoda nem um pouco de verdade – mesmo não. Caramba, amigos: estou fazendo o que gosto, o que escolhi para minha vida. Estou exatamente onde quero estar; no caminho que me leva para onde eu quero ir.
Assim sendo, amores e amigos, desejo a todos um ótimo carnaval, uma boa viagem ou um bom desfile. E não se preocupem comigo, eu estarei muito bem, no teatro, no cinema ou na música, acompanhado ou mesmo sozinho, eu estarei vivo. EU ESTAREI FAZENDO MINHA ARTE!
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Ficção Científica é o que mum?
Correlegionários,

TRADUZINDO O LETREIRO DA IMAGEM:
Mesa redonda com Nelson de Oliveira, Fábio Fernandes e os integrantes do coletivo editorial.
Os autores discutirão a relação da ficção científica com outros gêneros, e a experiência de criar uma revista colaborativa, numa homenagem aos antigos fanzines, mas com uma nova linguagem.
No final do encontro haverá sorteio de exemplares do Portal Neuromancer.
Quando? No dia 5 de dezembro, sexta-feira, às 19.Onde? No Campus Marquês de Paranaguá da PUC, que fica na rua Marquês de Paranaguá, 111 (essa rua cruza com a rua da Consolação, em frente à Universidade Mackenzie), São Paulo, SP, Brasil, América Latina, Terra, Quadrante B612 da Via Láctea.
AUTORES:
Ana Cristina Rodrigues
Ataíde Tartari
Fábio Fernandes
Geraldo Lima
Jacques Barcia
J.P. Balbino
Lima Trindade
Luiz Brás
Marco Antônio de Araújo Bueno
Nelson de Oliveira
Roberto de Sousa Causo
Tiago Araújo
estou postando hoje, contrariando o ritmo de nossas indagas e de minha postura, definida pelo Japonês-que-escreve-bem-pra-caralho, como "indaguenta", apenas para convidar a todos para o lançamento da revista Poral Neuromancer, dedicada á FC (ficção científica) e editada pelo grande Nelson de Oliveira, escritor, ensaísta, porfessor em oficinas de criação literária e tanta coisa que nem cabia aqui!
Por sorte, caí em uma dessa oficinas (e escrevi muito lá, inclusive o texto que postei aqui mês passado, "Maria Anunciação", que ainda espera por uma música por parte de seu Darkney...) e por muito mais sorte ainda, recebi o convite para publicar na Portal Neuromancer que é parte do Projeto Portal, do próprio Nelson, e é dedicado à FC, tendo sido o primeiro volume da série a revista Portal Solaris (reparem que os títulos são todos dedicados as grandes ícones da literatura de FC).
Bom, deixo abaixo um breve release sobre o projeto e tamém o convite com todas informções sobre o evento de lançamento (e um desejo secreto de que minha fada madrinha tenha mandado o Nelson, como uma espécie de arauto para a sua chegada em minha vida.... não, eu sei...).
Grande beijo e logo, logo, talvez no domingo, 26, coloco algo que, acredito, valerá uma indaga das brabas: estou lendo um livro chamado "O que é Loucura", da finada série "Primeiros Passos", Ed. Brasiliense, até lá.
RELEASE DO PROJETO PORTAL:
P r o j e t o P o r t a l
A revista Portal Neuromancer — segundo número do Projeto Portal, coordenado por Nelson de Oliveira — traz contos inquietantes que vão do universo da ficção científica ao do fantástico, passando pelo da fantasia.
São dezessete narrativas sobre novas tecnologias, viagens no tempo, ciberespaço, telepatia, contatos imediatos do terceiro grau, pós-apocalipse, pós-humano, utopias e distopias, de doze autores contemporâneos.
O Projeto Portal prevê seis números, com periodicidade semestral. Cada número homenageará, no título, uma obra célebre da ficção científica: Solaris, Neuromancer, Stalker, Fundação, 2001 e Fahrenheit.
Aviso importante: o projeto não se destina à comercialização. Os poucos exemplares da revista serão dados de presente aos leitores escolhidos pelos autores.
Os contistas da Portal Neuromancer são: Ana Cristina Rodrigues (RJ), Ataíde Tartari (SP), Fábio Fernandes (SP), Geraldo Lima (DF), J. P. Balbino (RJ), Jacques Barcia (PE), Lima Trindade (BA), Luiz Bras (SP), Marco Antônio de Araújo Bueno (SP), Roberto de Souza Causo (SP), Rogers Silva (MG) e Tiago Araújo (SP).
P o r t a l N e u r o m a n c e r
revisão: Mirtes Leal • diagramação: Raquel Ribeiro • capa: Teo Adorno
formato: 16 x 23 cm • nº de págs.: 120 • tiragem: 240 exemplares
oliveira.e.cia@uol.com.br
P r o j e t o P o r t a l
A revista Portal Neuromancer — segundo número do Projeto Portal, coordenado por Nelson de Oliveira — traz contos inquietantes que vão do universo da ficção científica ao do fantástico, passando pelo da fantasia.
São dezessete narrativas sobre novas tecnologias, viagens no tempo, ciberespaço, telepatia, contatos imediatos do terceiro grau, pós-apocalipse, pós-humano, utopias e distopias, de doze autores contemporâneos.
O Projeto Portal prevê seis números, com periodicidade semestral. Cada número homenageará, no título, uma obra célebre da ficção científica: Solaris, Neuromancer, Stalker, Fundação, 2001 e Fahrenheit.
Aviso importante: o projeto não se destina à comercialização. Os poucos exemplares da revista serão dados de presente aos leitores escolhidos pelos autores.
Os contistas da Portal Neuromancer são: Ana Cristina Rodrigues (RJ), Ataíde Tartari (SP), Fábio Fernandes (SP), Geraldo Lima (DF), J. P. Balbino (RJ), Jacques Barcia (PE), Lima Trindade (BA), Luiz Bras (SP), Marco Antônio de Araújo Bueno (SP), Roberto de Souza Causo (SP), Rogers Silva (MG) e Tiago Araújo (SP).
P o r t a l N e u r o m a n c e r
revisão: Mirtes Leal • diagramação: Raquel Ribeiro • capa: Teo Adorno
formato: 16 x 23 cm • nº de págs.: 120 • tiragem: 240 exemplares
oliveira.e.cia@uol.com.br
CONVITE:

TRADUZINDO O LETREIRO DA IMAGEM:
Mesa redonda com Nelson de Oliveira, Fábio Fernandes e os integrantes do coletivo editorial.
Os autores discutirão a relação da ficção científica com outros gêneros, e a experiência de criar uma revista colaborativa, numa homenagem aos antigos fanzines, mas com uma nova linguagem.
No final do encontro haverá sorteio de exemplares do Portal Neuromancer.
Quando? No dia 5 de dezembro, sexta-feira, às 19.Onde? No Campus Marquês de Paranaguá da PUC, que fica na rua Marquês de Paranaguá, 111 (essa rua cruza com a rua da Consolação, em frente à Universidade Mackenzie), São Paulo, SP, Brasil, América Latina, Terra, Quadrante B612 da Via Láctea.
AUTORES:
Ana Cristina Rodrigues
Ataíde Tartari
Fábio Fernandes
Geraldo Lima
Jacques Barcia
J.P. Balbino
Lima Trindade
Luiz Brás
Marco Antônio de Araújo Bueno
Nelson de Oliveira
Roberto de Sousa Causo
Tiago Araújo
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LITERATURA,
PORTAL,
REALISMO FANTÁSTICO
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