DRÁCULA PROCESSO ARTISTICO E SELEÇÃO DE ELENCO
REGULAMENTO
1) O Alucinógeno Dramático Teatro & Pesquisa abre inscrições para o processo artístico e seleção de elenco para o espetáculo “Drácula”;
2) Podem participar do processo artístico: interessados entre 16 e 30 anos, com ou sem experiência em teatro. (Integrantes de outros grupos teatrais podem participar do processo, mas não participarão do espetáculo);
3) O Processo Artístico, acontecerá aos Sábados, das 13h as 18h, em local a ser definido, entre 18 de Julho e 15 de Agosto;
4) Durante o Processo será abordado:
a. Preparação corporal;
b. técnicas de interpretação e criação dos personagens;
c. História mitológica e cientifica dos vampiros;
d. Criação de Bram Stoker e sua influencia no mundo ocidental;
e. Filmes e documentários (Drácula no cinema);
f. Expressionismo;
g. Leitura e interpretação de texto;
5) Serão selecionados para o espetáculo aqueles que condizerem ou adaptarem-se às necessidades artísticas do grupo nos quesitos: atitude artística, interpretação, assimilação de conhecimentos, integração grupal, tempo disponível para ensaios, apresentações e outros conhecimentos artísticos necessários ao espetáculo;
6) Cada participante terá uma apostila e um diário de bordo para registrar suas experiências no processo artístico (Este material custará R$ 10,00 [dez reais], que deverá ser pago no primeiro encontro, dia 11 de Julho);
7) O Processo Artístico não oferece alimentação nem transporte aos seus participantes. (Recomenda-se trazer uma garrafa de água);
8) Não serão permitidos acompanhantes durante as atividades do Processo Artístico;
9) O participante deverá trajar durante o processo roupas que permitam flexibilidade corporal: camisetas fechadas, calças de moletom, tektel, leg ou similares, próprias para exercícios físicos – não muito novas. (Poderão, se desejar, leva-las e vesti-las antes das atividades).
10) Para a segurança do participante, não será permitido durante os exercícios físicos: cabelos longos soltos, pulseiras e relógios, brincos grandes, piercings à mostra e coisas do gênero.
11) Problemas físicos envolvendo respiração, articulação, nervos ou coração deverão ser informados com antecedência na ficha de inscrição;
12) Todos os interessados em participar do Processo Artístico devem enviar um pedido da ficha de inscrição e/ou perguntas (dúvidas) para claud-santos@hotmail.com até 13 de Julho de 2009.
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terça-feira, 30 de junho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
De graça é mais gostoso!!!
Caros correlegionários,
acessem o link abaixo e confiram a lista das peças participantes e quais os postos de retirada de ingressos!!!
www.festadoteatro.com.br
É grátis!!!!
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TEATRO
Sujeito-homem, mais um textículo meu pra vocês.
Caros Correlegionários,
o motivo desse post, na verdade são dois:
Primeiro:
Peço que ajudem a divulgar a Oficina de Criação Literária Primeiras Linhas, que começará no dia 12 de Agosto na Oficina Cultural Luiz Gonzaga, das 18:45 às 21:45, às quartas. A oficina será composta de oito encontros onde serão dicutidos - por meio de ilustrações audiovisuais, explanções teóricas e, principalmente, por meio de exercícios práticos de criação literária - gêneros literários como o conto, a crônica, o romance, a novela, a poesia e outros, correlatos a esses. A título de informação, a oficina será ministrada por eu mesmo e atenderá interessados e iniciantes na área, que tenham entre 13 e 69 anos (pode ser mais velho, só não pode ser mais novo!), num total de 25 alunos (portanto, só haverá 25 vagas). Conto o help de vocês e assim que eu tiver as datas referentes ao período de inscrição da OCLG, volto a postar.
Segundo: coloquei abaixo um conto que escrevi hoje, e como faz tempo que não escrevo nada aqui não reclama não Dark'n'Ney(rsrsrs)! Na verdade, na verdade, esse é o provável texto que tentarei adaptar para o roteiro de um curta que terei que entregar como trabalho no curso que estou fazendo (maiores detalhes, leiam o comentário que deixei no post do Hayashi sobre Caetano e o Tropicalismo). Portanto, peço, encarecidamente que o leiam e me digam vossa opinião, para que eu saiba se essa é uma história digna de ser roteirizada.
Abraços,
Tiago Araújo.
o motivo desse post, na verdade são dois:
Primeiro:
Peço que ajudem a divulgar a Oficina de Criação Literária Primeiras Linhas, que começará no dia 12 de Agosto na Oficina Cultural Luiz Gonzaga, das 18:45 às 21:45, às quartas. A oficina será composta de oito encontros onde serão dicutidos - por meio de ilustrações audiovisuais, explanções teóricas e, principalmente, por meio de exercícios práticos de criação literária - gêneros literários como o conto, a crônica, o romance, a novela, a poesia e outros, correlatos a esses. A título de informação, a oficina será ministrada por eu mesmo e atenderá interessados e iniciantes na área, que tenham entre 13 e 69 anos (pode ser mais velho, só não pode ser mais novo!), num total de 25 alunos (portanto, só haverá 25 vagas). Conto o help de vocês e assim que eu tiver as datas referentes ao período de inscrição da OCLG, volto a postar.
Segundo: coloquei abaixo um conto que escrevi hoje, e como faz tempo que não escrevo nada aqui não reclama não Dark'n'Ney(rsrsrs)! Na verdade, na verdade, esse é o provável texto que tentarei adaptar para o roteiro de um curta que terei que entregar como trabalho no curso que estou fazendo (maiores detalhes, leiam o comentário que deixei no post do Hayashi sobre Caetano e o Tropicalismo). Portanto, peço, encarecidamente que o leiam e me digam vossa opinião, para que eu saiba se essa é uma história digna de ser roteirizada.
Abraços,
Tiago Araújo.
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domingo, 29 de março de 2009
DEBAIXO DE ÁGUA E NO ESCURO CORREMOS SOBRE DUAS RODAS
Este grupo de teatro é o mais rock n roll que eu já vi. Acordei cedo e fui para o 10º Congresso Brasileiro de Entregas Rápidas e Encomendas Expressas no Clube Sírio (lá na avenida Indianópolis). Macedão me pegou em São Miguel e fomos de carro. No carro, ele me informa que não poderá fazer seu personagem na apresentação. Quem me conhece sabe que sou péssimo pra decorar texto, mas tudo bem. Eu faria o Murilo. No congresso, conheci pessoas da área - muito legais e anteciosos. Divulguei a apresentação do dia 04, olhei as meninas de aluguel - aquelas sexys que vendem qualquer produto - almocei boa comida com talheres de prata, não roubei nenhuma taça e voltei para Zona Leste. To no trem, Marcão me liga. "Onde ce tá?", "No Brás. Vai montando o cenário que eu to chegando". "Montando o quê? A Amadeu virou um rio; não dá pra entrar. to em casa, quando a chuva maneirar, eu volto.". Ok. Cinco minutos depois - isto era três e cinco da tarde, Bá e Hayashi me ligam, felizes porque chegaram e comendo meu rabo por causa do atraso. Eles e Isa na Oficina começam a montar o circo, digo, o teatro. O trem parte. Desço em São Miguel. Cinco e meia está tudo certo. Um copo de vinho, um Marlboro. Engenheiros do Hawaii. Dança e piadas. Esta é a nossa concentração antes do espetáculo. Karen Danielle deu o primeiro passo para buscar o público. Acaba a energia elétrica assim que Hayashi liga o primeiro refletor. E agora? Decidimos apresentar sem técnica. Colocamos o publico em seu lugar, e começamos. Hayashi mandou bem e criou climas perfeitos com o violão do Sacha Arcanjo, enquanto ele (Sachão) e Nando Z acessoravam acendendo velas, mandando o cara do carro abaixar o som, e coisas assim.
No meio da peça, a energia elétrica voltou. Interrompemos a apresentação, ligamos a técnica e o show continuou. Foi o máximo!
Depois, tradicionalmente no bar do Didi a noite terminou entre Marlboros, cervejas e talaguetas (leia-se velho barreiro com limão). Mas aí é outra história. Públicos, colabores e atores de parabéns. Agora, quem perdeu, nunca mais nos verá em uma performance louca assim. Os contratempos só confirmaram o que já sabíamos: nada pode parar esta locomotiva intitulada Alucinógeno Dramático! Por isto, aceitem o conselho do bom e velho Marcelo Nova: "EITA DIABO! SAI DA FRENTE!"
No meio da peça, a energia elétrica voltou. Interrompemos a apresentação, ligamos a técnica e o show continuou. Foi o máximo!
Depois, tradicionalmente no bar do Didi a noite terminou entre Marlboros, cervejas e talaguetas (leia-se velho barreiro com limão). Mas aí é outra história. Públicos, colabores e atores de parabéns. Agora, quem perdeu, nunca mais nos verá em uma performance louca assim. Os contratempos só confirmaram o que já sabíamos: nada pode parar esta locomotiva intitulada Alucinógeno Dramático! Por isto, aceitem o conselho do bom e velho Marcelo Nova: "EITA DIABO! SAI DA FRENTE!"
quinta-feira, 26 de março de 2009
SOBRE DUAS RODAS ESTRÉIA EM SÃO MIGUEL. DEPOIS, SEGUE PARA SANTO ANDRÉ
SOBRE DUAS RODAS ESTRÉIA EM SÃO MIGUEL. DEPOIS, SEGUE PARA SANTO ANDRÉ
O espetáculo SOBRE DUAS RODAS estréia sábado, dia 28 de Março, às 17 horas, em São Miguel e depois, dia 04 de Abril no Anfiteatro da SEST SENAT (Rua Vereador José Nunes, 300) às 15h. Com o elenco definido e “tudo ok”, a peça chega ao ensaio final, com a presença do público – amigos e admiradores do grupo que marcarão presença (os interessados devem enviar e mails pedindo o ingresso.
A peça conta a história de Giovanna que, cinco anos após a morte do pai em um acidente de moto – o que a deixou seriamente traumatizada – terá que enfrentar seus medos ao saber que Anderson, seu marido, e Beatriz, sua melhor amiga, vão “encarar um trampo de motoboy”.
Politicamente correta, com cenas emotivas e uma trilha sonora de hits, o espetáculo é, sem dúvida, o mais leve do grupo. Partindo da idéia de Ananias Macedo (empresário que faz pequena participação na peça), Claudemir Santos criou um roteiro não apenas para treinamento e conscientização dos motoboys, mas que pudesse ser assistido e assimilado por qualquer pessoa que gosta de uma boa peça teatral – no mais, pedestre e motoristas também fazem parte do trânsito. A reeducação e conscientização deve ser geral, e não apenas direcionada.
A peça é conduzida pelo trio Marcos Antonyo (interpretando Anderson), Isa Diaz (interpretando Giovanna, papel que teve inicialmente Gisélia Lima e, após, Carol Moisés) e Clara Barbosa, criando uma inesquecível Beatriz, ao vivo! Coadjuvando, temos Bárbara Ramos (interpretando a malvada e trapaceira Valquíria) e Ananias Macedo, fazendo o empresário “bom samaritano” Murilo. Na técnica, temos Tarcísio Hayashi, auxiliado por Claudemir Santos, que assina a direção do espetáculo.
“Sobre Duas Rodas” tem a vida estimada de seis meses. Nasce dia 28 agora após uma gestação de vários meses. Nasce onde nasceu: em São Miguel. Não perca! Partos assim não costumam mais acontecer nos dias de hoje!
DIA 28 03 09 – 17H
TEMPO: 50 MINUTOS
CENSURA LIVRE
ENTRADA FRANCA
DIA 04 04 09 - 15H
SOMENTE CONVIDADOS
Ingressos antecipados e interessados no dia 04 de Abril: envie e mail para claud-santos@hotmail
O espetáculo SOBRE DUAS RODAS estréia sábado, dia 28 de Março, às 17 horas, em São Miguel e depois, dia 04 de Abril no Anfiteatro da SEST SENAT (Rua Vereador José Nunes, 300) às 15h. Com o elenco definido e “tudo ok”, a peça chega ao ensaio final, com a presença do público – amigos e admiradores do grupo que marcarão presença (os interessados devem enviar e mails pedindo o ingresso.
A peça conta a história de Giovanna que, cinco anos após a morte do pai em um acidente de moto – o que a deixou seriamente traumatizada – terá que enfrentar seus medos ao saber que Anderson, seu marido, e Beatriz, sua melhor amiga, vão “encarar um trampo de motoboy”.
Politicamente correta, com cenas emotivas e uma trilha sonora de hits, o espetáculo é, sem dúvida, o mais leve do grupo. Partindo da idéia de Ananias Macedo (empresário que faz pequena participação na peça), Claudemir Santos criou um roteiro não apenas para treinamento e conscientização dos motoboys, mas que pudesse ser assistido e assimilado por qualquer pessoa que gosta de uma boa peça teatral – no mais, pedestre e motoristas também fazem parte do trânsito. A reeducação e conscientização deve ser geral, e não apenas direcionada.
A peça é conduzida pelo trio Marcos Antonyo (interpretando Anderson), Isa Diaz (interpretando Giovanna, papel que teve inicialmente Gisélia Lima e, após, Carol Moisés) e Clara Barbosa, criando uma inesquecível Beatriz, ao vivo! Coadjuvando, temos Bárbara Ramos (interpretando a malvada e trapaceira Valquíria) e Ananias Macedo, fazendo o empresário “bom samaritano” Murilo. Na técnica, temos Tarcísio Hayashi, auxiliado por Claudemir Santos, que assina a direção do espetáculo.
“Sobre Duas Rodas” tem a vida estimada de seis meses. Nasce dia 28 agora após uma gestação de vários meses. Nasce onde nasceu: em São Miguel. Não perca! Partos assim não costumam mais acontecer nos dias de hoje!
DIA 28 03 09 – 17H
TEMPO: 50 MINUTOS
CENSURA LIVRE
ENTRADA FRANCA
DIA 04 04 09 - 15H
SOMENTE CONVIDADOS
Ingressos antecipados e interessados no dia 04 de Abril: envie e mail para claud-santos@hotmail
segunda-feira, 23 de março de 2009
ALUCINÓGENO DRAMÁTICO ENSEMBLE!
O ensaio terminou. Sentamos irreverentes e descontraídos, jogando conversa fora entre Marlboros, Casteluches e Raul Seixas. Somos seis. Já fomos doze, um dia. "Sobre Duas Rodas" corre para a estréia. Tranquilidade no ar. Todos sabem o que devem fazer. E fazem. E fazem bem. O futuro próximo é pensado sem muito compromisso. O que virá depois? Tragédia grega? Infantil? Um filme dirigido por Escobar Franelas? Não se sabe. Não há pressa em saber - ao menos não desta vez. Não neste momento e nem hoje. Estamos vivendo o momento. Faculdades, música, artes, pedagogia, inglês, radiologia. Caminhos e expandem e nos trazem até aqui agora. Hora de partir. Fiestas, Escorts e bicicletas cruzam as ruas de São Miguel, cada um em uma direção: Vila Matilde, Pimentas, Itaim, Ferraz. São Miguel funciona como um coração, de onde saem artéias que levam sangue para todo o corpo e voltam, passando novamente pelo motor mais possante da face da terra. São Miguel: um coração onde a Arte acontece. O que eu chamo de Movimento Constante, é sábio. Agora, nas ruas, há placas indicando da direção da Capela de São Miguel Arcanjo, há construções paradas e abandonadas para quais eu olho e penso "seria o cenário perfeito para nosso Drácula". Há chuva no meu walkman em plena Marechal Tito, a velha São Paulo-Rio. Há muita coisa, e um grupo que resiste ao tempo, passando por cima de crises pessoais e coletivas. Há algo que não morre, jamais!
Hoje somos seis extamente nesta ordem de chegada: Tarcisio Hayashi, Bárbara Ramos, Clara Barbosa, Isa Diaz, Marcos Antonyo e eu, Claudemir Santos. Somos o Alucinógeno Dramático, um conjunto em plena perfeição!
Hoje somos seis extamente nesta ordem de chegada: Tarcisio Hayashi, Bárbara Ramos, Clara Barbosa, Isa Diaz, Marcos Antonyo e eu, Claudemir Santos. Somos o Alucinógeno Dramático, um conjunto em plena perfeição!
segunda-feira, 9 de março de 2009
ISA DIAZ RETURNS!!!! AD RESGATA ISA DIAZ OU ISA DIAZ RESGATA O AD?
Sexta feira. 06 de Março. Sarau Mulher. Arcanjo e eu cruzamos o blecaute de São Miguel (ou o Blecalte, tanto faz: tava escuro do mesmo jeito). Márcio Sabbath estava logo ali com o Marcão - cervejas nas mãos, pleno Piassi. Mas na praça do Forró a luz voltou. Voltamos à Luiz Gonzaga. Nando Z e Isa Diaz logo ali, na Amadeu Gamberini. O sarau inicia-se. Dança, música, poesia...
Eu e o Marlboro ao lado de Isa Diaz sóbria, com certo problema na garganta. Gisélia Lima? Fora. Carol Moisés? Fora. Isa Diaz compra a briga e assume Giovanna em "Sobre Duas Rodas". Vai embora cedo. Sem beber e fumar, só resta o roteiro do diretor em suas mãos. Ela sorri e parte às 23 horas. Isa Diaz voltou ao Alucinógeno Dramático. Os melhores sempre voltam. Sempre!
Eu e o Marlboro ao lado de Isa Diaz sóbria, com certo problema na garganta. Gisélia Lima? Fora. Carol Moisés? Fora. Isa Diaz compra a briga e assume Giovanna em "Sobre Duas Rodas". Vai embora cedo. Sem beber e fumar, só resta o roteiro do diretor em suas mãos. Ela sorri e parte às 23 horas. Isa Diaz voltou ao Alucinógeno Dramático. Os melhores sempre voltam. Sempre!
quinta-feira, 5 de março de 2009
MONÓLOGO DA VELHA SENHORA: GUZIK EM CENA!
Ontem, 04/03/09, eu e Glaucia Betinelli estivemos no Espaço Dos Satyros Um para assistir o espetáculo "Monólogo da Velha Apresentadora", texto de Marcelo Mirisola interpretado pelo bom e velho Alberto Guzik e o jovem e não ruim Chico Ribas. A idéia de ir lá, evidentemente, foi de Betinelli, mas fui, né? Fazer o quê? E pior: fui e gostei. É um espetáculo que vale a pena ser visto e revisto algumas vezes. Com quarenta minutos de duração, Guzik interpreta uma antiga apresentadora de Tv que desabafa com o público durante uma falha técnica da gravação de seu programa. Avançada na idade, conservadora, reacionária e careta, ela desfila e desmascara toda a hipocrisia perante negros, homossexuais, consciência social e estas coisas que sempre estão na moda. "no meu tempo, as coisas eram,.." e lá vem cinismo social, um humor ofensivo e uma reflexão inevitável sobre a visão pequena burguesa sobre os preconceitos e barreiras praticadas pelos... pequenos burgueses. O melhor do espetáculo, de fato, é o texto bem escrito e cheio de referências históricas e culturais, que vão criando um desenho de época na cabeça dos mais informados e gerando piadas ímpares. É claro que, sendo um "texto muderno", não podia faltar uma meia dúzia de palavrões, mas tudo coeso com o todo.
Eu não diria que Guzik está atuando excelentemente, mas o que ele faz é muito melhor. O trabalho do ator é desmistificado perante o público, o cenário é básico e o figurino é praticamente nulo. Guzik está brincando em cena, e o público adora, brinca junto, ri e pensa. Chico Ribas também manda bem em cena, num conjunto que funciona muito bem.
De ruim tivemos apenas um ar condicionado (é este o nome daquele troço?) fazendo um som incomodo e um sonoplasta que atrasava a música por frações de segundos - quase imperceptível. Quase. Outro problema do espetáculo é o horário. Ele começa às 23 horas, aí tem que ser muito macho ou tá muito afim pra ir assistir, bater palmas, sair correndo e pegar o metrô. Outra coisa é o preço absurda da cerveja no bar do teatro. R$4,50 numa Brahma!!!!! Lá ele!
De qualquer forma, vale a pena ver o bom e velho Guzik em ação no palco, interpretando um texto inteligente e divertido. Quem quiser que vá. Eu já fui!
MONÓLOGO DA VELHA APRESENTADORA
Até 26 de Março - Ingresso: R$ 20,00 (estudante paga meia)
Direção: Josemir Kowalick
QUARTAS E QUINTAS, ÀS 23H
ESPAÇO DOS SATYROS UM
Praça Roosevelt, 214 - Centro - São Paulo
11 3258 6345
Eu não diria que Guzik está atuando excelentemente, mas o que ele faz é muito melhor. O trabalho do ator é desmistificado perante o público, o cenário é básico e o figurino é praticamente nulo. Guzik está brincando em cena, e o público adora, brinca junto, ri e pensa. Chico Ribas também manda bem em cena, num conjunto que funciona muito bem.
De ruim tivemos apenas um ar condicionado (é este o nome daquele troço?) fazendo um som incomodo e um sonoplasta que atrasava a música por frações de segundos - quase imperceptível. Quase. Outro problema do espetáculo é o horário. Ele começa às 23 horas, aí tem que ser muito macho ou tá muito afim pra ir assistir, bater palmas, sair correndo e pegar o metrô. Outra coisa é o preço absurda da cerveja no bar do teatro. R$4,50 numa Brahma!!!!! Lá ele!
De qualquer forma, vale a pena ver o bom e velho Guzik em ação no palco, interpretando um texto inteligente e divertido. Quem quiser que vá. Eu já fui!
MONÓLOGO DA VELHA APRESENTADORA
Até 26 de Março - Ingresso: R$ 20,00 (estudante paga meia)
Direção: Josemir Kowalick
QUARTAS E QUINTAS, ÀS 23H
ESPAÇO DOS SATYROS UM
Praça Roosevelt, 214 - Centro - São Paulo
11 3258 6345
domingo, 1 de março de 2009
AM3 tira o AD de cena no MotoFestival 2009
A (des)organização do evento MotoFestival 2009 cancelou a apresentação do espetáculo "Sobre Duas Rodas" . Confirmada para sábado, dia 28 de fevereiro, às 19 horas, a peça não entrou em cena devido ao atraso do concurso de miss e mister Motoboy. A apresentação seria transferida para o domingo, às 16h, mas compromissos de alguns componentes do AD não permitem a reunião de todo o grupo para esta apresentação.
SOBRE A DESORGANIZAÇÃO DO EVENTO
Apesar de todas as evidências da incompetência dos organizadores, realmente eu não esperava que chegassem a cancelar nossa apresentação. Já devíamos ter desconfiado disso quando, no dia 26 de Fevereiro, às 14h, eles ainda estavam organizando o evento durante sua abertura. Os responsáveis pela organização corriam de um lado para o outro, pedindo tempo para resolver isto ou aquilo - isto e aquilo muitas vezes era sentar à mesa e comer alguma coisa conversando alguma vulgaridade com algum outro da equipe AM3.
Os artistas não receberam credenciais, crachás ou estacionamento liberado. Uma das organizadoras - a mais sensata - comentou comigo que sentia-se constrangida com a organização de sua equipe e que infelizmente não podia fazer nada para resolver algumas questões que tornariam o evento algo, no minímo, coerente.
SOBRE A QUESTÃO CULTURAL
No entanto não estou - e nós não fomos! - sendo ingênuo sobre esta atitude da AM3 com nossa apresentação. Na edição do jornal interno do evento MOTOVRUM, edição 5, ano 1, o idealizador e diretor da AM3 Feiras, o senhor Felipe Luis Augusto de Alcântara Machado disse em uma das entrevistas: "Definimos um único critério de administração que permitisse não apenas a participação de uma gama maior de CONSUMIDORES FINAIS, como também de EMPRESÁRIOS do setor e intermediários." TRADUZINDO: O Negócio é e sempre foi e sempre será GRANA mesmo. Assim sendo, a conscientização do profissional não é relevante: o importante é vender o produto e lucrar. E então? Para que uma peça de teatro? Que nada! Vamos botar garotas e rapazes lindos e sedutores na passarela o maior tempo possível; o sonho de consumo sexual tão próximo da massa, que ela vai até sentir o cheiro almiscarado do nectar do desejo a um palmo dos narizes. E depois? Ah, sim, não terão garotas e nem rapazes belos para saciar o desejo estimulado: sublimarão comprando os produtos à venda, pararão no sinal fechado e não ultrapassarão a velocidade limite não por respeitar a vida do próximo, mas por medo de serem multados. Eu sei bem como é isto. Há tempos cientistas, circos e adestradores fazem o mesmo com macacos, cachorros e outros animais.
SOBRE OS MOCINHOS
Não digo que todos pensam assim. A partir do momento que várias empresas representadas pela PATRIMÔNIO negócios e representações envolveram seu dinheiro em um espetáculo capaz de conscientizar o motoboy, vemos que há empresários interessados tanto no lucro quanto na conscientização da categoria profissional, o que ao meu ver é o caminho certo. O contato com a arte é capaz de trazer a reflexão e o crescimento humano do cidadão em questão. Todos deviam investir mais em cultura e educação dentro de sua área, se desejam uma sociedade mais equilibrada e justa.
Também devo relatar que ao menos duas funcionárias da AM3 - um delas a doce Paula, que fez o possível para nos bem atender e outra que eu esqueci o nome, mas que foi muito gentil e eficiente ao conseguir uma crendencial para o estacionamento - foram atenciosas e eficientes na medida do possível.
A equipe da PATRIMÔNIO também esteve ao nosso lado e apoiou-nos durante toda a situação.
Devo também salientar que MARCOS ANTONYO, CLARA BARBOSA, TARCÍSIO HAYASHI E BÁRBARA RAMOS do AD foram leais, profissionais e presentes o tempo todo, preocupando-se mais com o grupo do que com suas opiniões pessoais e suas justificadas indignações com o tratamento oferecido ao nosso trabalho.
Franelas também esteve presente com Raquel e ficou tão puto quanto nós - ou até mais em certos momentos.
Mas é isto. Agora é Brasil pra frente. Quando diria o Lobão, "Um tiro só não vai me derrubar!"
Aliás, derrubar o AD? Difícil! Estamos aqui há muito tempo e vamos continuar por muito mais tempo, senhores. A roda, gira, não se preocupem.
Vida longa para "SOBRE DUAS RODAS!"
SOBRE A DESORGANIZAÇÃO DO EVENTO
Apesar de todas as evidências da incompetência dos organizadores, realmente eu não esperava que chegassem a cancelar nossa apresentação. Já devíamos ter desconfiado disso quando, no dia 26 de Fevereiro, às 14h, eles ainda estavam organizando o evento durante sua abertura. Os responsáveis pela organização corriam de um lado para o outro, pedindo tempo para resolver isto ou aquilo - isto e aquilo muitas vezes era sentar à mesa e comer alguma coisa conversando alguma vulgaridade com algum outro da equipe AM3.
Os artistas não receberam credenciais, crachás ou estacionamento liberado. Uma das organizadoras - a mais sensata - comentou comigo que sentia-se constrangida com a organização de sua equipe e que infelizmente não podia fazer nada para resolver algumas questões que tornariam o evento algo, no minímo, coerente.
SOBRE A QUESTÃO CULTURAL
No entanto não estou - e nós não fomos! - sendo ingênuo sobre esta atitude da AM3 com nossa apresentação. Na edição do jornal interno do evento MOTOVRUM, edição 5, ano 1, o idealizador e diretor da AM3 Feiras, o senhor Felipe Luis Augusto de Alcântara Machado disse em uma das entrevistas: "Definimos um único critério de administração que permitisse não apenas a participação de uma gama maior de CONSUMIDORES FINAIS, como também de EMPRESÁRIOS do setor e intermediários." TRADUZINDO: O Negócio é e sempre foi e sempre será GRANA mesmo. Assim sendo, a conscientização do profissional não é relevante: o importante é vender o produto e lucrar. E então? Para que uma peça de teatro? Que nada! Vamos botar garotas e rapazes lindos e sedutores na passarela o maior tempo possível; o sonho de consumo sexual tão próximo da massa, que ela vai até sentir o cheiro almiscarado do nectar do desejo a um palmo dos narizes. E depois? Ah, sim, não terão garotas e nem rapazes belos para saciar o desejo estimulado: sublimarão comprando os produtos à venda, pararão no sinal fechado e não ultrapassarão a velocidade limite não por respeitar a vida do próximo, mas por medo de serem multados. Eu sei bem como é isto. Há tempos cientistas, circos e adestradores fazem o mesmo com macacos, cachorros e outros animais.
SOBRE OS MOCINHOS
Não digo que todos pensam assim. A partir do momento que várias empresas representadas pela PATRIMÔNIO negócios e representações envolveram seu dinheiro em um espetáculo capaz de conscientizar o motoboy, vemos que há empresários interessados tanto no lucro quanto na conscientização da categoria profissional, o que ao meu ver é o caminho certo. O contato com a arte é capaz de trazer a reflexão e o crescimento humano do cidadão em questão. Todos deviam investir mais em cultura e educação dentro de sua área, se desejam uma sociedade mais equilibrada e justa.
Também devo relatar que ao menos duas funcionárias da AM3 - um delas a doce Paula, que fez o possível para nos bem atender e outra que eu esqueci o nome, mas que foi muito gentil e eficiente ao conseguir uma crendencial para o estacionamento - foram atenciosas e eficientes na medida do possível.
A equipe da PATRIMÔNIO também esteve ao nosso lado e apoiou-nos durante toda a situação.
Devo também salientar que MARCOS ANTONYO, CLARA BARBOSA, TARCÍSIO HAYASHI E BÁRBARA RAMOS do AD foram leais, profissionais e presentes o tempo todo, preocupando-se mais com o grupo do que com suas opiniões pessoais e suas justificadas indignações com o tratamento oferecido ao nosso trabalho.
Franelas também esteve presente com Raquel e ficou tão puto quanto nós - ou até mais em certos momentos.
Mas é isto. Agora é Brasil pra frente. Quando diria o Lobão, "Um tiro só não vai me derrubar!"
Aliás, derrubar o AD? Difícil! Estamos aqui há muito tempo e vamos continuar por muito mais tempo, senhores. A roda, gira, não se preocupem.
Vida longa para "SOBRE DUAS RODAS!"
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
NAS PREGAS DA ESTRÉIA ou Dois Perdidos numa cidade in nuda!
Ontem iniciou-se o MotoFestival 2009. Hayashi e eu estivemos lá para sapear o evento e conhecer o palco onde acontecerá a estréia de SOBRE DUAS RODAS. Nos encontramos no tal metrô Vila Matilde e seguimos conversando sobre filmes, músicas e assuntos pessoais que não interessam ao Nando Z, a não ser que seja quarta feira e ele compareça ao QUEBRA FACÃO - do qual o mesmo anda sumido. Melhor nem comentar.
Enfim:
PARTE UM: O SILÊNCIO E A PALAVRA DO SÁBIO JAPONÊS
Descemos no metrô Jabaquara e andamos até o Centro de Exposições Imigrantes (ali do lado, mermo!). Lá, encontramos o mecenas que mostrou um palco de desfile - sim, Clara, aquele em forma de T que você diz nunca ter visto! - eu remunguei alguma coisa e o Homem disse:
"Mas você já tá reclamando?"
"Teremos problemas com voz." - eu disse.
"Tem microfone."
Microfone comum, ele quis dizer.Olhei pro Tarcísio. O bicho quieto.
Andamos pelo evento que ainda não estava de todo organizado. Pouca gente, algumas empresas, várias modelos contratadas daquele porte lá que todo mundo gosta de ver em comerciais, musas de beleza etérea de todas as cores alturas e uma única forma: a boa e velha beleza padronizada e estipulada pela sociedade. Mulher gostosa vai, mulher gostosa vem.
O japonês lá, quieto.
Andamos pelo espaço, nosso mecenas me chama e apresenta um padre motociclista que fará um ato ecunêmico antes do espetáculo. O padre tem um notebook. Hayashi vê e fica ali. Quieto.
Três cigarros depois, procuramos uma das organizadoras para que possamos acertar os detalhes a apresentação. Ela pede vinte minutos, pois está meio ocupada no momento e blá, blá, blá. Olho pro Samu. Ele nada diz. Esperaremos.
Diante da espera, Hayashi, num momento de derrota proeminente, diz:" Vamos tomar uma cerveja". Detalhe: só há uma barraca da cerveja Sol e de longe, vimos que eles só tinha Bavária. Mas desespero é desespero e nestas horas a gente fuma até Hollywood. Sentamos à mesa. A vendedora aproxima-se com o sorriso mais iluminado do mundo.
"Duas cervejas, por favor" - diz o Japonês, enfim.
"É Bavária, moço." - diz ela, para nos lembrar o pior... Mas o pior estava por vir: "É Bavária sem álcool."
Hayashi levantou mais rápido que gato quando pisam no rabo. A vendedora protesta algo, mas Hayashi é catedrático:
"A cerveja, sem álcool, perde seu fundamento!"
A vendedora concordou e perdeu o cliente.
Voltamos ao árduo trabalho. E o japonês? Quieto. Quieto e seco.
PARTE DOIS: SINDROME DE GENE KELLY
Uma hora depois conseguimos falar com uma das organizadoras que espantou-se muito com o fato de utilizarmos cenário e iluminação no espetáculo teatral. (é isso mesmo que vocês leram, e eu não farei um comentário maldoso porque ela era mulher, era bonita e tem todo o direito de não saber merda nenhuma sobre produção teatral, esta coisa chata que eu sou obrigado a fazer para poder viver indignamente!). Depois de acalma-la e chegar a um acordo depois de mentir quilos e quilos, fugimos de lá e pegamos o caminho de volta para o metrô. Quando cruzamos a ponte, num ponto onde já não havia nada em lugar nenhum, do céu veio uma daquelas chuvas maravilhosas que inundam aqui e ali em São Paulo. Continuamos andando e conversando enquanto a chuva engrossava e ensopava nossa roupa. Só nos convencemos que um abrigo seria legal quando sentimos a água gelada molhar nossos órgãos genitais ou, como disse Hayashi: "Caraio, meu saco tá molhando! Meu saco tá molhando!"
Ficamos alguns minutos sob um ponto de ônibus, junto com uma mulher, sua filha e um cachorro vira lata. A água chegava no calcanhar e não deu trégua à minha bota espanhola de pele de cobra. Ai que ó-di-o! A chuva foi passando aos poucos. A mulher foi-se com a criança. Um pouco depois, o cachorro. Depois, tomamos coragem e andamos até o metrô. Ensopados, sem perder la ternura jamás!
PARTE TRÊS: FIM DE TARDE CULTURAL E SUAS CONCLUSÕES
Descemos na Vergueiro e fomos à Biblioteca do Centro Cultural São Paulo, onde Hayashi pesquisou sobre o CARNAVAL DE SORSONA, na Espanha. Eu ajudei, é claro, e molhamos o chão da Biblioteca assim como fizemos com os bancos do metrô. Depois, entramos na sala Lima Barreto e assistimos a um filme de FASSBINDER (O episódio cinco do Berlin Alexanderplaz 13. Precisamos ver este negócio todo: Fassbinder é fascinante!). Bom, o Tarcísio assistiu mais que eu porque eu dormi tremendo de frio uns bons pedaços de película (bicho, comenta sobre o público depois, comenta!) Após o filme, entramos no bar das baratas lésbicas e, um conhaque e uma cerveja depois, fomos embora, com as roupas ainda molhadas. Antes, porém, decidimos alguns pormenores sobre a estréia no sábado.
1. poderemos dormir até mais tarde e chegar lá por volta das 16h, já que a apresentação será às 19h;
2. deveremos levar talaguetas e demais bebidas álcoolicas enrustidas: lá só tem cerveja sem álcool;
3. deveremos ter cigarros reservas: lá não vendem cigarros;
4. tentaremos trabalhar com microfones: lá o espaço é aberto;
5. talvez role uma apresentação extra no domingo - se eles gostarem. Se eles não gostarem, talve não role apresentação nunca mais, exceto pela tradicional na Luiz Gonzaga.
Ainda não ficou decidido o que faremos após a estréia. Pra onde iremos? O que Faremos? Oh, céus! As reflexões continuarão noite adentro, Mas o relato termina por aqui.
Enfim:
PARTE UM: O SILÊNCIO E A PALAVRA DO SÁBIO JAPONÊS
Descemos no metrô Jabaquara e andamos até o Centro de Exposições Imigrantes (ali do lado, mermo!). Lá, encontramos o mecenas que mostrou um palco de desfile - sim, Clara, aquele em forma de T que você diz nunca ter visto! - eu remunguei alguma coisa e o Homem disse:
"Mas você já tá reclamando?"
"Teremos problemas com voz." - eu disse.
"Tem microfone."
Microfone comum, ele quis dizer.Olhei pro Tarcísio. O bicho quieto.
Andamos pelo evento que ainda não estava de todo organizado. Pouca gente, algumas empresas, várias modelos contratadas daquele porte lá que todo mundo gosta de ver em comerciais, musas de beleza etérea de todas as cores alturas e uma única forma: a boa e velha beleza padronizada e estipulada pela sociedade. Mulher gostosa vai, mulher gostosa vem.
O japonês lá, quieto.
Andamos pelo espaço, nosso mecenas me chama e apresenta um padre motociclista que fará um ato ecunêmico antes do espetáculo. O padre tem um notebook. Hayashi vê e fica ali. Quieto.
Três cigarros depois, procuramos uma das organizadoras para que possamos acertar os detalhes a apresentação. Ela pede vinte minutos, pois está meio ocupada no momento e blá, blá, blá. Olho pro Samu. Ele nada diz. Esperaremos.
Diante da espera, Hayashi, num momento de derrota proeminente, diz:" Vamos tomar uma cerveja". Detalhe: só há uma barraca da cerveja Sol e de longe, vimos que eles só tinha Bavária. Mas desespero é desespero e nestas horas a gente fuma até Hollywood. Sentamos à mesa. A vendedora aproxima-se com o sorriso mais iluminado do mundo.
"Duas cervejas, por favor" - diz o Japonês, enfim.
"É Bavária, moço." - diz ela, para nos lembrar o pior... Mas o pior estava por vir: "É Bavária sem álcool."
Hayashi levantou mais rápido que gato quando pisam no rabo. A vendedora protesta algo, mas Hayashi é catedrático:
"A cerveja, sem álcool, perde seu fundamento!"
A vendedora concordou e perdeu o cliente.
Voltamos ao árduo trabalho. E o japonês? Quieto. Quieto e seco.
PARTE DOIS: SINDROME DE GENE KELLY
Uma hora depois conseguimos falar com uma das organizadoras que espantou-se muito com o fato de utilizarmos cenário e iluminação no espetáculo teatral. (é isso mesmo que vocês leram, e eu não farei um comentário maldoso porque ela era mulher, era bonita e tem todo o direito de não saber merda nenhuma sobre produção teatral, esta coisa chata que eu sou obrigado a fazer para poder viver indignamente!). Depois de acalma-la e chegar a um acordo depois de mentir quilos e quilos, fugimos de lá e pegamos o caminho de volta para o metrô. Quando cruzamos a ponte, num ponto onde já não havia nada em lugar nenhum, do céu veio uma daquelas chuvas maravilhosas que inundam aqui e ali em São Paulo. Continuamos andando e conversando enquanto a chuva engrossava e ensopava nossa roupa. Só nos convencemos que um abrigo seria legal quando sentimos a água gelada molhar nossos órgãos genitais ou, como disse Hayashi: "Caraio, meu saco tá molhando! Meu saco tá molhando!"
Ficamos alguns minutos sob um ponto de ônibus, junto com uma mulher, sua filha e um cachorro vira lata. A água chegava no calcanhar e não deu trégua à minha bota espanhola de pele de cobra. Ai que ó-di-o! A chuva foi passando aos poucos. A mulher foi-se com a criança. Um pouco depois, o cachorro. Depois, tomamos coragem e andamos até o metrô. Ensopados, sem perder la ternura jamás!
PARTE TRÊS: FIM DE TARDE CULTURAL E SUAS CONCLUSÕES
Descemos na Vergueiro e fomos à Biblioteca do Centro Cultural São Paulo, onde Hayashi pesquisou sobre o CARNAVAL DE SORSONA, na Espanha. Eu ajudei, é claro, e molhamos o chão da Biblioteca assim como fizemos com os bancos do metrô. Depois, entramos na sala Lima Barreto e assistimos a um filme de FASSBINDER (O episódio cinco do Berlin Alexanderplaz 13. Precisamos ver este negócio todo: Fassbinder é fascinante!). Bom, o Tarcísio assistiu mais que eu porque eu dormi tremendo de frio uns bons pedaços de película (bicho, comenta sobre o público depois, comenta!) Após o filme, entramos no bar das baratas lésbicas e, um conhaque e uma cerveja depois, fomos embora, com as roupas ainda molhadas. Antes, porém, decidimos alguns pormenores sobre a estréia no sábado.
1. poderemos dormir até mais tarde e chegar lá por volta das 16h, já que a apresentação será às 19h;
2. deveremos levar talaguetas e demais bebidas álcoolicas enrustidas: lá só tem cerveja sem álcool;
3. deveremos ter cigarros reservas: lá não vendem cigarros;
4. tentaremos trabalhar com microfones: lá o espaço é aberto;
5. talvez role uma apresentação extra no domingo - se eles gostarem. Se eles não gostarem, talve não role apresentação nunca mais, exceto pela tradicional na Luiz Gonzaga.
Ainda não ficou decidido o que faremos após a estréia. Pra onde iremos? O que Faremos? Oh, céus! As reflexões continuarão noite adentro, Mas o relato termina por aqui.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
CAROL MOISÉS interpretará GIOVANNA em SOBRE DUAS RODAS
Carol Moisés interpretará a protagonista de SOBRE DUAS RODAS no lugar de Gisélia Lima. A decisão foi tomada pelo grupo no último ensaio - que foi o mais produtivo desde o início da montagem.
Gisélia Lima está com sua agenda lotada de aulas e apresentações de dança, mas desde o ano passado tinha dificuldades em conciliar seus horários.
Fora a questão de horários, pesou muito também na decisão do AD o fato de Carol seguir a mesma linha de interpreção que Marcos Antonio e Clara Barbosa, o que torna o espetáculo mais coerente e dinâmico, com aquela marca naturalista e quase cinematográfica dos espetáculos do grupo. Outra possível alteração no elenco será de Claudemir Santos interpretando Murilo no lugar do empresário Ananias Macedo durante a estréia. SOBRE DUAS RODAS estréia no dia 28 de Fevereiro, no centro de Exposições Imigrantes.
Gisélia Lima está com sua agenda lotada de aulas e apresentações de dança, mas desde o ano passado tinha dificuldades em conciliar seus horários.
Fora a questão de horários, pesou muito também na decisão do AD o fato de Carol seguir a mesma linha de interpreção que Marcos Antonio e Clara Barbosa, o que torna o espetáculo mais coerente e dinâmico, com aquela marca naturalista e quase cinematográfica dos espetáculos do grupo. Outra possível alteração no elenco será de Claudemir Santos interpretando Murilo no lugar do empresário Ananias Macedo durante a estréia. SOBRE DUAS RODAS estréia no dia 28 de Fevereiro, no centro de Exposições Imigrantes.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
O espetáculo “SOBRE DUAS RODAS” estréia no CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES
Após sete meses de indaga, o espetáculo SOBRE DUAS RODAS tem sua estréia confirmada para o dia 28 de Fevereiro às 18:30h no Centro de Exposições Imigrantes.
Dirigido por Claudemir Santos, o espetáculo conta a história de Giovanna (Gisélia Lima) que, traumatizada com a morte do pai num acidente de moto, tem que enfrentar seus medos quando o marido Anderson (Marcos Antonyo) e a amiga Beatriz (Clara Barbosa) aceitam trabalhar numa empresa de motofrete. Diferente dos outros espetáculos do grupo, SOBRE DUAS RODAS é uma peça edificante e humanista. O roteiro, escrito por Claudemir Santos com orientação de Ananias Macedo, foi inspirado em filmes como “Sem medo de Viver”, “Sociedade dos poetas mortos” e “O selvagem da motocicleta”. O espetáculo ainda tem a participação de Bárbara Ramos como a vilã Valquíria, Ananias Macedo como o empresário consciente e Tarcísio Hayashi na técnica. O espetáculo possivelmente será apresentado em Março na Oficina Cultural Luiz Gonzaga e, depois, negociado com o Centro Universitário de Cultura & Arte para uma curta temporada. O grupo espera trabalhar com a peça durante seis meses, até a estréia de Édipo Rei, que teve seu processo artístico adiado, mas já tem confirmado no elenco a participação da veterana Carol Moisés e a estréia da inciante Caroline Santiago.
Informações sobre o evento:
http://www.motofestival2009.com.br/principal.htm
CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES:
Rua Miguel Stéfano (Altura do 3000) Vila CursinoSão Paulo – SP
O Centro de Exposições Imigrantes está localizado na Zona Sul da cidade de São Paulo, a 1.200m da Avenida dos Bandeirantes, a apenas 850 metros do Terminal Jabaquara do Metro.
SOBRE DUAS RODAS É PATROCINADO POR:
PATRIMÔNIO REPRESENTAÇÕES
MACEDEX EXPRESS
EXECUTIVE EXPRESS
TEXTUS SISTEMAS E INTEGRAÇÃO
AEMFEST
WING
MOTOBOY UTILITÁRIOS
MOTOBOY MAGAZINE
Dirigido por Claudemir Santos, o espetáculo conta a história de Giovanna (Gisélia Lima) que, traumatizada com a morte do pai num acidente de moto, tem que enfrentar seus medos quando o marido Anderson (Marcos Antonyo) e a amiga Beatriz (Clara Barbosa) aceitam trabalhar numa empresa de motofrete. Diferente dos outros espetáculos do grupo, SOBRE DUAS RODAS é uma peça edificante e humanista. O roteiro, escrito por Claudemir Santos com orientação de Ananias Macedo, foi inspirado em filmes como “Sem medo de Viver”, “Sociedade dos poetas mortos” e “O selvagem da motocicleta”. O espetáculo ainda tem a participação de Bárbara Ramos como a vilã Valquíria, Ananias Macedo como o empresário consciente e Tarcísio Hayashi na técnica. O espetáculo possivelmente será apresentado em Março na Oficina Cultural Luiz Gonzaga e, depois, negociado com o Centro Universitário de Cultura & Arte para uma curta temporada. O grupo espera trabalhar com a peça durante seis meses, até a estréia de Édipo Rei, que teve seu processo artístico adiado, mas já tem confirmado no elenco a participação da veterana Carol Moisés e a estréia da inciante Caroline Santiago.
Informações sobre o evento:
http://www.motofestival2009.com.br/principal.htm
CENTRO DE EXPOSIÇÕES IMIGRANTES:
Rua Miguel Stéfano (Altura do 3000) Vila CursinoSão Paulo – SP
O Centro de Exposições Imigrantes está localizado na Zona Sul da cidade de São Paulo, a 1.200m da Avenida dos Bandeirantes, a apenas 850 metros do Terminal Jabaquara do Metro.
SOBRE DUAS RODAS É PATROCINADO POR:
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