Este grupo de teatro é o mais rock n roll que eu já vi. Acordei cedo e fui para o 10º Congresso Brasileiro de Entregas Rápidas e Encomendas Expressas no Clube Sírio (lá na avenida Indianópolis). Macedão me pegou em São Miguel e fomos de carro. No carro, ele me informa que não poderá fazer seu personagem na apresentação. Quem me conhece sabe que sou péssimo pra decorar texto, mas tudo bem. Eu faria o Murilo. No congresso, conheci pessoas da área - muito legais e anteciosos. Divulguei a apresentação do dia 04, olhei as meninas de aluguel - aquelas sexys que vendem qualquer produto - almocei boa comida com talheres de prata, não roubei nenhuma taça e voltei para Zona Leste. To no trem, Marcão me liga. "Onde ce tá?", "No Brás. Vai montando o cenário que eu to chegando". "Montando o quê? A Amadeu virou um rio; não dá pra entrar. to em casa, quando a chuva maneirar, eu volto.". Ok. Cinco minutos depois - isto era três e cinco da tarde, Bá e Hayashi me ligam, felizes porque chegaram e comendo meu rabo por causa do atraso. Eles e Isa na Oficina começam a montar o circo, digo, o teatro. O trem parte. Desço em São Miguel. Cinco e meia está tudo certo. Um copo de vinho, um Marlboro. Engenheiros do Hawaii. Dança e piadas. Esta é a nossa concentração antes do espetáculo. Karen Danielle deu o primeiro passo para buscar o público. Acaba a energia elétrica assim que Hayashi liga o primeiro refletor. E agora? Decidimos apresentar sem técnica. Colocamos o publico em seu lugar, e começamos. Hayashi mandou bem e criou climas perfeitos com o violão do Sacha Arcanjo, enquanto ele (Sachão) e Nando Z acessoravam acendendo velas, mandando o cara do carro abaixar o som, e coisas assim.
No meio da peça, a energia elétrica voltou. Interrompemos a apresentação, ligamos a técnica e o show continuou. Foi o máximo!
Depois, tradicionalmente no bar do Didi a noite terminou entre Marlboros, cervejas e talaguetas (leia-se velho barreiro com limão). Mas aí é outra história. Públicos, colabores e atores de parabéns. Agora, quem perdeu, nunca mais nos verá em uma performance louca assim. Os contratempos só confirmaram o que já sabíamos: nada pode parar esta locomotiva intitulada Alucinógeno Dramático! Por isto, aceitem o conselho do bom e velho Marcelo Nova: "EITA DIABO! SAI DA FRENTE!"
domingo, 29 de março de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
SOBRE DUAS RODAS ESTRÉIA EM SÃO MIGUEL. DEPOIS, SEGUE PARA SANTO ANDRÉ
SOBRE DUAS RODAS ESTRÉIA EM SÃO MIGUEL. DEPOIS, SEGUE PARA SANTO ANDRÉ
O espetáculo SOBRE DUAS RODAS estréia sábado, dia 28 de Março, às 17 horas, em São Miguel e depois, dia 04 de Abril no Anfiteatro da SEST SENAT (Rua Vereador José Nunes, 300) às 15h. Com o elenco definido e “tudo ok”, a peça chega ao ensaio final, com a presença do público – amigos e admiradores do grupo que marcarão presença (os interessados devem enviar e mails pedindo o ingresso.
A peça conta a história de Giovanna que, cinco anos após a morte do pai em um acidente de moto – o que a deixou seriamente traumatizada – terá que enfrentar seus medos ao saber que Anderson, seu marido, e Beatriz, sua melhor amiga, vão “encarar um trampo de motoboy”.
Politicamente correta, com cenas emotivas e uma trilha sonora de hits, o espetáculo é, sem dúvida, o mais leve do grupo. Partindo da idéia de Ananias Macedo (empresário que faz pequena participação na peça), Claudemir Santos criou um roteiro não apenas para treinamento e conscientização dos motoboys, mas que pudesse ser assistido e assimilado por qualquer pessoa que gosta de uma boa peça teatral – no mais, pedestre e motoristas também fazem parte do trânsito. A reeducação e conscientização deve ser geral, e não apenas direcionada.
A peça é conduzida pelo trio Marcos Antonyo (interpretando Anderson), Isa Diaz (interpretando Giovanna, papel que teve inicialmente Gisélia Lima e, após, Carol Moisés) e Clara Barbosa, criando uma inesquecível Beatriz, ao vivo! Coadjuvando, temos Bárbara Ramos (interpretando a malvada e trapaceira Valquíria) e Ananias Macedo, fazendo o empresário “bom samaritano” Murilo. Na técnica, temos Tarcísio Hayashi, auxiliado por Claudemir Santos, que assina a direção do espetáculo.
“Sobre Duas Rodas” tem a vida estimada de seis meses. Nasce dia 28 agora após uma gestação de vários meses. Nasce onde nasceu: em São Miguel. Não perca! Partos assim não costumam mais acontecer nos dias de hoje!
DIA 28 03 09 – 17H
TEMPO: 50 MINUTOS
CENSURA LIVRE
ENTRADA FRANCA
DIA 04 04 09 - 15H
SOMENTE CONVIDADOS
Ingressos antecipados e interessados no dia 04 de Abril: envie e mail para claud-santos@hotmail
O espetáculo SOBRE DUAS RODAS estréia sábado, dia 28 de Março, às 17 horas, em São Miguel e depois, dia 04 de Abril no Anfiteatro da SEST SENAT (Rua Vereador José Nunes, 300) às 15h. Com o elenco definido e “tudo ok”, a peça chega ao ensaio final, com a presença do público – amigos e admiradores do grupo que marcarão presença (os interessados devem enviar e mails pedindo o ingresso.
A peça conta a história de Giovanna que, cinco anos após a morte do pai em um acidente de moto – o que a deixou seriamente traumatizada – terá que enfrentar seus medos ao saber que Anderson, seu marido, e Beatriz, sua melhor amiga, vão “encarar um trampo de motoboy”.
Politicamente correta, com cenas emotivas e uma trilha sonora de hits, o espetáculo é, sem dúvida, o mais leve do grupo. Partindo da idéia de Ananias Macedo (empresário que faz pequena participação na peça), Claudemir Santos criou um roteiro não apenas para treinamento e conscientização dos motoboys, mas que pudesse ser assistido e assimilado por qualquer pessoa que gosta de uma boa peça teatral – no mais, pedestre e motoristas também fazem parte do trânsito. A reeducação e conscientização deve ser geral, e não apenas direcionada.
A peça é conduzida pelo trio Marcos Antonyo (interpretando Anderson), Isa Diaz (interpretando Giovanna, papel que teve inicialmente Gisélia Lima e, após, Carol Moisés) e Clara Barbosa, criando uma inesquecível Beatriz, ao vivo! Coadjuvando, temos Bárbara Ramos (interpretando a malvada e trapaceira Valquíria) e Ananias Macedo, fazendo o empresário “bom samaritano” Murilo. Na técnica, temos Tarcísio Hayashi, auxiliado por Claudemir Santos, que assina a direção do espetáculo.
“Sobre Duas Rodas” tem a vida estimada de seis meses. Nasce dia 28 agora após uma gestação de vários meses. Nasce onde nasceu: em São Miguel. Não perca! Partos assim não costumam mais acontecer nos dias de hoje!
DIA 28 03 09 – 17H
TEMPO: 50 MINUTOS
CENSURA LIVRE
ENTRADA FRANCA
DIA 04 04 09 - 15H
SOMENTE CONVIDADOS
Ingressos antecipados e interessados no dia 04 de Abril: envie e mail para claud-santos@hotmail
quarta-feira, 25 de março de 2009
UM MÊS DE CÃES DANADOS, O LIVRO!
UM MÊS DE CÃES DANADOS, de Moacir Scliar. EU LI! (ou Quando a música nos leva à literatura, e a literatura nos leva à História e, a História, por sua vez, nos leva ao ser humano)
Estava eu na Biblioteca Municipal Raimundo de Menezes, Zona Leste, pleno São Miguel. Durkheim e mitologia grega em mãos. Entro na fileira de estantes e eis que vejo aquela roxa morena de um metro e noventa, mais ou menos. Bela. Os olhos percorrem suas costas procurando aqueles montes salientes – paixão nacional. Melhor que futebol e cerveja. Mas ela não tem. Suspiro revoltado com o senso de humor de Deus, Pai, Todo Poderoso, e ela vira o rosto em minha direção. Faço que não é comigo e olho pra estante e... ele está lá. Preto no vermelho, numa edição surrada de 1977. Bati o olho e a primeira coisa que veio à cabeça foi a frase “Um dia de cão, um mês de cães danados”, da música “descendo a serra”, dos Engenheiros do Hawaii (sexta faixa do lado B, LP Várias Variáveis, BMG, 1991, e eu tenho. Novinho!).
Em primeiro lugar, devo dizer que toda a obra dos Engenheiros – nas letras de Humberto Gessinger – estão repletas de referencias pops, literárias, históricas e cinematográficas. É como ler um mapa com cidades que você já viu e outras que não conhece e precisa visitar para ter um entendimento fiel ao caminho da poesia concreto-progressista de Gessinger. Mas vamos ao livro e seu autor.
Eu já conhecia Scliar de outros carnavais. Minto. Conheço-o de outros natais. Li um conto dele que ocorre no Natal em uma coletânea de contos sobre a tal data festiva. Conto bom. Volta e meia eu cruzo com ele na folha de São Paulo. Encontros casuais. “Um Mês de Cães Danados” me encantou de tal maneira, que desejo em breve ter outro volume do autor em minhas mãos. Narrado em primeira pessoa, temos Mário Picucha (nome fictício do personagem), um mendigo que conta a um turista paulista suas desventuras no interior do Rio Grande do Sul e depois nas ruas de Porto Alegre, tendo em foco existencial o mês de Agosto de 1961, quando Jânio renunciou a presidência. Bem humorado, denso, imprevisível e comovente, o autor nos dá uma visão histórica fascinante: a visão do cidadão comum e apolítico em um universo de ações políticas incorretas. Forte, selvagem, despreparado e desprotegido, Mário nos conduz alucinadamente para um final que jamais abandonará a mente de quem o encontrar. Recomendo a leitura imediatamente!
TRECHO INICIAL DO LIVRO:
“É muito pouco. Isso aí? É muito pouco.
Queres saber da Ema Fugaz? Queres? Então é muito pouco. Queres saber dos bois empalhados? Da tia de Pelotas? Da Carta de Puntal Del Este? Da queda do cruzeiro? Do banco da Província? Do Simca Chambord? Das Cestas de Natal Amaral? Do considerável número de populares bradando viva Jânio? Queres saber de tudo? Querer? Então paga.
Queres saber da vozinha na parede. Queres saber da crise de Berlim. Queres saber dos batelões afundados no Canal do Rio Grande. Queres saber da machine-gun. Queres saber do restaurante universitário. Queres saber do Chevalier Rolland. Queres saber o que aconteceu na praça da Matriz, naqueles dias, há muito tempo.
Queres saber tudo – por uma moeda. Mas vem cá – perdeste a vergonha? (...) Não importa o quanto! Ouviste? (...) Não quero saber de quanto é a tua moeda. O que ela valer será pouco. Já ouviste falar da abóboda de dezoito quilos? Até este dia dezoito, tinhas ouvido falar de semelhante prodígio? Não – não tinhas ouvido falar; portanto, uma moeda é pouco.
Bota mais aí.
Bota um pouco mais, anda.
Bota um pouco mais que eu te conto a história.(...)”
(UM MÊS DE CÃES DANADOS, Moacir Scliar. Porto Alegre, L&PM, 1977)
Estava eu na Biblioteca Municipal Raimundo de Menezes, Zona Leste, pleno São Miguel. Durkheim e mitologia grega em mãos. Entro na fileira de estantes e eis que vejo aquela roxa morena de um metro e noventa, mais ou menos. Bela. Os olhos percorrem suas costas procurando aqueles montes salientes – paixão nacional. Melhor que futebol e cerveja. Mas ela não tem. Suspiro revoltado com o senso de humor de Deus, Pai, Todo Poderoso, e ela vira o rosto em minha direção. Faço que não é comigo e olho pra estante e... ele está lá. Preto no vermelho, numa edição surrada de 1977. Bati o olho e a primeira coisa que veio à cabeça foi a frase “Um dia de cão, um mês de cães danados”, da música “descendo a serra”, dos Engenheiros do Hawaii (sexta faixa do lado B, LP Várias Variáveis, BMG, 1991, e eu tenho. Novinho!).
Em primeiro lugar, devo dizer que toda a obra dos Engenheiros – nas letras de Humberto Gessinger – estão repletas de referencias pops, literárias, históricas e cinematográficas. É como ler um mapa com cidades que você já viu e outras que não conhece e precisa visitar para ter um entendimento fiel ao caminho da poesia concreto-progressista de Gessinger. Mas vamos ao livro e seu autor.
Eu já conhecia Scliar de outros carnavais. Minto. Conheço-o de outros natais. Li um conto dele que ocorre no Natal em uma coletânea de contos sobre a tal data festiva. Conto bom. Volta e meia eu cruzo com ele na folha de São Paulo. Encontros casuais. “Um Mês de Cães Danados” me encantou de tal maneira, que desejo em breve ter outro volume do autor em minhas mãos. Narrado em primeira pessoa, temos Mário Picucha (nome fictício do personagem), um mendigo que conta a um turista paulista suas desventuras no interior do Rio Grande do Sul e depois nas ruas de Porto Alegre, tendo em foco existencial o mês de Agosto de 1961, quando Jânio renunciou a presidência. Bem humorado, denso, imprevisível e comovente, o autor nos dá uma visão histórica fascinante: a visão do cidadão comum e apolítico em um universo de ações políticas incorretas. Forte, selvagem, despreparado e desprotegido, Mário nos conduz alucinadamente para um final que jamais abandonará a mente de quem o encontrar. Recomendo a leitura imediatamente!
TRECHO INICIAL DO LIVRO:
“É muito pouco. Isso aí? É muito pouco.
Queres saber da Ema Fugaz? Queres? Então é muito pouco. Queres saber dos bois empalhados? Da tia de Pelotas? Da Carta de Puntal Del Este? Da queda do cruzeiro? Do banco da Província? Do Simca Chambord? Das Cestas de Natal Amaral? Do considerável número de populares bradando viva Jânio? Queres saber de tudo? Querer? Então paga.
Queres saber da vozinha na parede. Queres saber da crise de Berlim. Queres saber dos batelões afundados no Canal do Rio Grande. Queres saber da machine-gun. Queres saber do restaurante universitário. Queres saber do Chevalier Rolland. Queres saber o que aconteceu na praça da Matriz, naqueles dias, há muito tempo.
Queres saber tudo – por uma moeda. Mas vem cá – perdeste a vergonha? (...) Não importa o quanto! Ouviste? (...) Não quero saber de quanto é a tua moeda. O que ela valer será pouco. Já ouviste falar da abóboda de dezoito quilos? Até este dia dezoito, tinhas ouvido falar de semelhante prodígio? Não – não tinhas ouvido falar; portanto, uma moeda é pouco.
Bota mais aí.
Bota um pouco mais, anda.
Bota um pouco mais que eu te conto a história.(...)”
(UM MÊS DE CÃES DANADOS, Moacir Scliar. Porto Alegre, L&PM, 1977)
segunda-feira, 23 de março de 2009
ALUCINÓGENO DRAMÁTICO ENSEMBLE!
O ensaio terminou. Sentamos irreverentes e descontraídos, jogando conversa fora entre Marlboros, Casteluches e Raul Seixas. Somos seis. Já fomos doze, um dia. "Sobre Duas Rodas" corre para a estréia. Tranquilidade no ar. Todos sabem o que devem fazer. E fazem. E fazem bem. O futuro próximo é pensado sem muito compromisso. O que virá depois? Tragédia grega? Infantil? Um filme dirigido por Escobar Franelas? Não se sabe. Não há pressa em saber - ao menos não desta vez. Não neste momento e nem hoje. Estamos vivendo o momento. Faculdades, música, artes, pedagogia, inglês, radiologia. Caminhos e expandem e nos trazem até aqui agora. Hora de partir. Fiestas, Escorts e bicicletas cruzam as ruas de São Miguel, cada um em uma direção: Vila Matilde, Pimentas, Itaim, Ferraz. São Miguel funciona como um coração, de onde saem artéias que levam sangue para todo o corpo e voltam, passando novamente pelo motor mais possante da face da terra. São Miguel: um coração onde a Arte acontece. O que eu chamo de Movimento Constante, é sábio. Agora, nas ruas, há placas indicando da direção da Capela de São Miguel Arcanjo, há construções paradas e abandonadas para quais eu olho e penso "seria o cenário perfeito para nosso Drácula". Há chuva no meu walkman em plena Marechal Tito, a velha São Paulo-Rio. Há muita coisa, e um grupo que resiste ao tempo, passando por cima de crises pessoais e coletivas. Há algo que não morre, jamais!
Hoje somos seis extamente nesta ordem de chegada: Tarcisio Hayashi, Bárbara Ramos, Clara Barbosa, Isa Diaz, Marcos Antonyo e eu, Claudemir Santos. Somos o Alucinógeno Dramático, um conjunto em plena perfeição!
Hoje somos seis extamente nesta ordem de chegada: Tarcisio Hayashi, Bárbara Ramos, Clara Barbosa, Isa Diaz, Marcos Antonyo e eu, Claudemir Santos. Somos o Alucinógeno Dramático, um conjunto em plena perfeição!
VINICIUS CASÉ LANÇA LIVRETO DE POESIAS
Durante o último show de Sacha Arcanjo no bar do Camacho, Vinicius Casé de La Sota me entregou um exemplar de "Verdades em Mentiras", um livreto contendo escritos seus baseados nos desenhos de Mariana Waechter. Achei muito bacana: colocar a Arte em movimento constante é nosso grande objetivo por aqui. Com uma tiragem inicial de trezentas cópias, Casé já passeou por aí vendendo e divulgando seu trabalho pela Capital e por algumas cidades próximas. Os poemas, muitos escritos no eu feminino (lá dele), retraram perdas e ganhos e danos amorosos - e algumas reflexões sobre a vida. Apesar de usar alguns chavões muito em voga por aí, dá para perceber a direção do trabalho do Vincius, lembrando muito suas composições musicais: um romantismo exarcebado de quem se entrega ou deseja se entregar a um grande amor que acontece, pode acontecer ou aconteceu, transformando toda uma existência - sim, a transformação está presente em quase todas: ninguém continua sendo a mesma pessoa após passar pelo amor, seja ele correspondido ou não (sempre haverá consequencias nesta estrada!).
A diagramação foge do comum e o papel reciclado dá um certo charme aos desenhos de Maechter, que passeia sem muito compromisso entre a caricatura, o expressionismo e um possivel surrealismo, revelando que talvez a artista esteja experimentando caminhos antes de escolher a estrada de tijolos amarelos que deseja seguir. Seus traços fortes retratam pessoas no cotidiano mergulhadas em momentos íntimos, na maioria das vezes, turbulentos mergulhos nas profundezas de seus dramas pessoais. Algumas vezes as imagens dizem mais do que os poemas, revelando um lado social que os poemas não alcançam explicitamente. No conjunto, textos e imagens funcionam bem. Mas se o leitor desvincular um do outro, terá uma terceira descoberta em seus sentidos. Texto. Imagem. Texto & Imagem. Experimentem!
Uma penas que os revisores deixaram passar alguns erros ortográficos - mas nada que tire o sentido dos textos de forma relevante (e além do mais, você pode até se divertir com isto, tipo o jogos dos sete erros: ache onde está errado. Ou pior, você pode ler e não achar os erros, afinal, até aonde vai o português nosso de cada dia?)
Muito legal, Casé.
Estar por aí é muito importante!
Agora, que venha o CD!
SAIBA MAIS!
Quem quiser saber mais sobre o jovem Casé De La Sota ou conversar com o homem:
dl.sota@hotmail.com
vinicius.sota@gmail.com
http://www.vinnydelasota.blogspot.com/
A diagramação foge do comum e o papel reciclado dá um certo charme aos desenhos de Maechter, que passeia sem muito compromisso entre a caricatura, o expressionismo e um possivel surrealismo, revelando que talvez a artista esteja experimentando caminhos antes de escolher a estrada de tijolos amarelos que deseja seguir. Seus traços fortes retratam pessoas no cotidiano mergulhadas em momentos íntimos, na maioria das vezes, turbulentos mergulhos nas profundezas de seus dramas pessoais. Algumas vezes as imagens dizem mais do que os poemas, revelando um lado social que os poemas não alcançam explicitamente. No conjunto, textos e imagens funcionam bem. Mas se o leitor desvincular um do outro, terá uma terceira descoberta em seus sentidos. Texto. Imagem. Texto & Imagem. Experimentem!
Uma penas que os revisores deixaram passar alguns erros ortográficos - mas nada que tire o sentido dos textos de forma relevante (e além do mais, você pode até se divertir com isto, tipo o jogos dos sete erros: ache onde está errado. Ou pior, você pode ler e não achar os erros, afinal, até aonde vai o português nosso de cada dia?)
Muito legal, Casé.
Estar por aí é muito importante!
Agora, que venha o CD!
SAIBA MAIS!
Quem quiser saber mais sobre o jovem Casé De La Sota ou conversar com o homem:
dl.sota@hotmail.com
vinicius.sota@gmail.com
http://www.vinnydelasota.blogspot.com/
domingo, 22 de março de 2009
Retratação...
Caros correlegionários,
no meu último post ("Uma visita inusitada ao visitante...", cometi um erro sem precedentes e aqui estou para a devida retratação: na parte onde escrevi que não era ator, tampouco dramaturgo, disse que nunca havia lido Pirandello e nem Stravinsky. Corrijo: nunca li Pirandello e também nunca li Stanislavisky que, diferente de Pirandello - que era dramaturgo, poeta e romancista -, era ator, diretor, pedagogo e escritor.
Corrigido está!
(mas, peraí: também nunca li Stravinsky [compositor e autodidata]! Eita!)
Abraços.
P.S. tenho um texto de Bráulio Tavares sobre uma de marketing ateu que está surgindo na Europa... entretanto, não o postarei hoje... tenho medo de ser expulso do blog por excesso de publicações, né Dark 'n' Ney!
no meu último post ("Uma visita inusitada ao visitante...", cometi um erro sem precedentes e aqui estou para a devida retratação: na parte onde escrevi que não era ator, tampouco dramaturgo, disse que nunca havia lido Pirandello e nem Stravinsky. Corrijo: nunca li Pirandello e também nunca li Stanislavisky que, diferente de Pirandello - que era dramaturgo, poeta e romancista -, era ator, diretor, pedagogo e escritor.
Corrigido está!
(mas, peraí: também nunca li Stravinsky [compositor e autodidata]! Eita!)
Abraços.
P.S. tenho um texto de Bráulio Tavares sobre uma de marketing ateu que está surgindo na Europa... entretanto, não o postarei hoje... tenho medo de ser expulso do blog por excesso de publicações, né Dark 'n' Ney!
sábado, 21 de março de 2009
Uma visita inusitada ao visitante....
Caros correlegionários,
sei que ando muito presente nos últimos dias, mas a necessidade metafilosófica de estar aqui, obriga-me a recorrer ao recurso primordial de nossa comunicação: a escrita.
E faço isso, como o título sugere, por um motivo, de fato, inusitado. Ei-lo: anteontem, quinta-feira, fui ao Teatro Popular do SESI, na Paulista, para assistir à peça "Não sobre o amor", da Sutil Companhia que, aliás, é responsável também por um dos trabalhos mais instigantes dos últimos anos nos teatros paulistas, "Avenida Dropsie", adaptada da HQ homônima de Will Eisner (o mesmo criador de "The Spirit"), que contou com a cenografia impecável de Daniella Thomas - há um momento em que chove no meio do palco durante incontáveis dez ou quinze minutos.
A peça, Não sobre o amor, do diretor Felipe Hirsch, baseia-se no livro de mesmo nome do escritor e teórico formalista Victor Shklovsky, no qual o autor reúne sua correspondência com a romancista franco-russa Elsa Triolet. Mais uma vez, o cenário criado por Daniella Thomas dá um tom intimista à obra e isso é fortalecido pelos únicos atores em cena: Leonardo Medeiros e Arieta Corrêa, que contracenam, literalmente, subindo pelas paredes, pois o cenário é uma caixa gigante presa ao fundo do palco onde estão pregados mesas, cadeiras, a cama etc.
A coisa ruim dessa peça é que, diferentemente da multimídia Avenida Dropsie, não fui assisti-la. Obtive todas essas informações no site do Guia da Folha, pois, com os ingressos na mão, no horário e tomado banho, não pude ver a peça porquê ela fora cancelada devido a problemas técnicos - segundo a atendente da bilheteria. É claro que eu fiquei extremamente feliz: saí de casa com DUAS horas de antecedência, minha mulher saiu uma hora mais cedo do trabalho, enfrentamos um metrô típico de São Paulo (era dia de rodízio, e como o único lugar que queremos defumar é o pulmão, respeitamos a lei.), não jantamos, fizemos três baldeações e ainda pegamos a fila para carregar o bilhete único. A verdade, e aí me valho da teoria que mais gosto, a da conspiração, é que o SESI estava sediando o Encontro Empresarial Brasil e Argentina (entendem o "visitante' do título?) e, evidentemente, fala mais alto quem tem mais dizer... A moça disse que poderíamos trocar o ingresso para um outro dia, ou ter dinheiro das entradas de volta. Escolhemos a número um, e para o aumento de nossa alegria, a próxima, que era a também a última, data do espetáculo já estava lotada.
Derramando sorrisos e alegrias pelos poros, decidimos caminhar até a Consolação, pois lá no Conjunto Nacional há um restaurante bacana que, depois das sete, cobra só oito paus no "coma à vontade". Até aí tudo bem, pois nada é como caminhar pela Paulista. É, provavelmente, a experiência mais diáfana que se pode ter sobre São Paulo. Mais do que cruzar a Ipiranga com a Avenida São João, mais do que passar um dia na 25, mais do que ir morrer no Brás. Mesmo que o cenário prevaleça, imponente e glamouroso, as pessoas são todas as pessoas de todos os tipos que compõem a massa disforme, grossa, que se desloca de uma lado, num movimento ora centrífugo, ora centrípedo, dentro dessa caldeira de insanidades que é nossa cidade.
No restaurante a promoção que nos atraíra havia acabado e os preços estavam deste tamanho. Decidimos por comer um lanche qualquer e fomos ver o que estava passando no Cine BomBril, afinal já estávamos ali mesmo.
Assistimos ao filme "O Visitante" - roteiro e direção do americano Tom McCarthy, que já havia dirigido "O agente da estação de 2003 - e, foi a melhor coisa que aconteceu naquela quinta de quase outono, em que o Éolo mais parece uma puta cara fazendo cafuné em seu melhor cliente.
Walter Vale, protagonista vivido pelo ator Richard Jenkins, é um viúvo que há vinte anos é professor de uma faculdade em Connecticut. O pó amarronzado de seu ofício é notado quando um aluno lhe cobra o plano de trabalho daquele ano e, na cena seguinte, ele aparece passando corretivo na data do plano do ano anterior.
Walter é obrigado a ir para Nova York como representante da faculdade em um congresso. Chegando em seu apartamento, ele se depara com dois estranhos vivendo lá. Um casal de estrangeiros, Tarek e Zainab, que alegam ter alugado o apartamento de um corretor.
Compadecido dos "hóspedes", ele decide deixá-los ficar. A partir daí, o convívio faz com que se aproximem tanto que Tarek, que é percussionista, ensina Walter a tocar djembê e o leva para tocar consigo no Central Park.
O que mais chama a atenção no filme, sem dúvida, é a simplicidade que permeia os conflitos, e ainda assim, a capacidade do diretor em criar uma ambiente de constante tensão. Evidentemente, com as atuações do elenco, essa não é uma tarefa difícil. Não sou dramaturgo, não sou ator, mas tenho a impressão de que no filme os personagens são sentimentos e não pessoas com sentimentos. Por exemplo, Zainab, namorada de Tarek vivida pela atriz Danai Jekessai Gurira, é a própria desconfiança. O fato de ela e seu namorado serem imigrantes ilegais, faz com desconfie até mesmo de Walter que se mostrou tão caridoso; Tarek é a imagem poética da música, do prazer de viver, de respirar sem medo, de conhecer; Walter é o exato oposto disso. Logo no início do filme, após uma aula de piano com sua professora particular, ele pede para que ela não volte no dia seguinte, confusa, ela pergunta se ele vai desistir e diante da resposta negativa, ela lhe pergunta quantos professores ele já teve antes dela e quando ele responde que foram quatro, ela lhe fala o seguinte: ... o senhor sabe o quanto é difícil uma pessoa na sua idade aprender piano? ... Ainda mais quando não se nasceu com um talento natural para a música, como o senhor... Mudar de professor não vai resolver o seu problema. Mas se o senhor for mesmo desitir, por favor me avise... eu gostaria de comprar seu piano...; A mãe de Tarek, Mouna (Hiam Abbas) que havia fugido da Síria há anos devido à perseguições políticas que levaram á morte de seu marido, é o deslumbramento pueril e imaculado do migrante que, pela primeira vez, conhece lugares e coisas que antes só conhecia pela televisão, ou por fotos.
Já disse: não sou ator e tampouco li Pirandello, ou Stravinsky, mas as atuações realmente me impressionaram.
A trama toda é rasgada por uma explícita crítica ao preconceito americano com imigrantes e ao modo como são feitas as "investigações" para se deportar alguém do país, depois do onze de setembro. O tempo inteiro símbolos americanos são apresentados ao lado de situações paradoxais, como quando Tarek é preso pela imigração e na parade do centro de detenção aparece um cartaz onde se lê: os imigrantes são a força dos EUA.
Além de tudo isso, O Visitante traz à tona a questão do cansaço de ser você mesmo a vida toda. De ter o mesmo trabalho, de tentar fazer as mesmas coisas, de fugir daquilo que é novo, de fingir importância naquilo que faz há muito tempo.
Poesia em seu estado mais sincero. Assitam.
P.S. na sáida, extasiados, caminhamos de volta até a estação Triannon, pra dar tempo de fumar um cigarro, discutir o filme etc, e, na calçada do parque Triannon, bem na parte que em o Bandeirante, brota imperioso da calçada, nos deparamos com um ser sem cor e com cheiro, aliás muito forte, que falava ao telefone sem fio (sem fio, sem antena, sem sinal, sem tecla) com seres intergaláticos... É São Paulo... Ainda bem...
sei que ando muito presente nos últimos dias, mas a necessidade metafilosófica de estar aqui, obriga-me a recorrer ao recurso primordial de nossa comunicação: a escrita.
E faço isso, como o título sugere, por um motivo, de fato, inusitado. Ei-lo: anteontem, quinta-feira, fui ao Teatro Popular do SESI, na Paulista, para assistir à peça "Não sobre o amor", da Sutil Companhia que, aliás, é responsável também por um dos trabalhos mais instigantes dos últimos anos nos teatros paulistas, "Avenida Dropsie", adaptada da HQ homônima de Will Eisner (o mesmo criador de "The Spirit"), que contou com a cenografia impecável de Daniella Thomas - há um momento em que chove no meio do palco durante incontáveis dez ou quinze minutos.
A peça, Não sobre o amor, do diretor Felipe Hirsch, baseia-se no livro de mesmo nome do escritor e teórico formalista Victor Shklovsky, no qual o autor reúne sua correspondência com a romancista franco-russa Elsa Triolet. Mais uma vez, o cenário criado por Daniella Thomas dá um tom intimista à obra e isso é fortalecido pelos únicos atores em cena: Leonardo Medeiros e Arieta Corrêa, que contracenam, literalmente, subindo pelas paredes, pois o cenário é uma caixa gigante presa ao fundo do palco onde estão pregados mesas, cadeiras, a cama etc.
A coisa ruim dessa peça é que, diferentemente da multimídia Avenida Dropsie, não fui assisti-la. Obtive todas essas informações no site do Guia da Folha, pois, com os ingressos na mão, no horário e tomado banho, não pude ver a peça porquê ela fora cancelada devido a problemas técnicos - segundo a atendente da bilheteria. É claro que eu fiquei extremamente feliz: saí de casa com DUAS horas de antecedência, minha mulher saiu uma hora mais cedo do trabalho, enfrentamos um metrô típico de São Paulo (era dia de rodízio, e como o único lugar que queremos defumar é o pulmão, respeitamos a lei.), não jantamos, fizemos três baldeações e ainda pegamos a fila para carregar o bilhete único. A verdade, e aí me valho da teoria que mais gosto, a da conspiração, é que o SESI estava sediando o Encontro Empresarial Brasil e Argentina (entendem o "visitante' do título?) e, evidentemente, fala mais alto quem tem mais dizer... A moça disse que poderíamos trocar o ingresso para um outro dia, ou ter dinheiro das entradas de volta. Escolhemos a número um, e para o aumento de nossa alegria, a próxima, que era a também a última, data do espetáculo já estava lotada.
Derramando sorrisos e alegrias pelos poros, decidimos caminhar até a Consolação, pois lá no Conjunto Nacional há um restaurante bacana que, depois das sete, cobra só oito paus no "coma à vontade". Até aí tudo bem, pois nada é como caminhar pela Paulista. É, provavelmente, a experiência mais diáfana que se pode ter sobre São Paulo. Mais do que cruzar a Ipiranga com a Avenida São João, mais do que passar um dia na 25, mais do que ir morrer no Brás. Mesmo que o cenário prevaleça, imponente e glamouroso, as pessoas são todas as pessoas de todos os tipos que compõem a massa disforme, grossa, que se desloca de uma lado, num movimento ora centrífugo, ora centrípedo, dentro dessa caldeira de insanidades que é nossa cidade.
No restaurante a promoção que nos atraíra havia acabado e os preços estavam deste tamanho. Decidimos por comer um lanche qualquer e fomos ver o que estava passando no Cine BomBril, afinal já estávamos ali mesmo.
Assistimos ao filme "O Visitante" - roteiro e direção do americano Tom McCarthy, que já havia dirigido "O agente da estação de 2003 - e, foi a melhor coisa que aconteceu naquela quinta de quase outono, em que o Éolo mais parece uma puta cara fazendo cafuné em seu melhor cliente.
Walter Vale, protagonista vivido pelo ator Richard Jenkins, é um viúvo que há vinte anos é professor de uma faculdade em Connecticut. O pó amarronzado de seu ofício é notado quando um aluno lhe cobra o plano de trabalho daquele ano e, na cena seguinte, ele aparece passando corretivo na data do plano do ano anterior.
Walter é obrigado a ir para Nova York como representante da faculdade em um congresso. Chegando em seu apartamento, ele se depara com dois estranhos vivendo lá. Um casal de estrangeiros, Tarek e Zainab, que alegam ter alugado o apartamento de um corretor.
Compadecido dos "hóspedes", ele decide deixá-los ficar. A partir daí, o convívio faz com que se aproximem tanto que Tarek, que é percussionista, ensina Walter a tocar djembê e o leva para tocar consigo no Central Park.
O que mais chama a atenção no filme, sem dúvida, é a simplicidade que permeia os conflitos, e ainda assim, a capacidade do diretor em criar uma ambiente de constante tensão. Evidentemente, com as atuações do elenco, essa não é uma tarefa difícil. Não sou dramaturgo, não sou ator, mas tenho a impressão de que no filme os personagens são sentimentos e não pessoas com sentimentos. Por exemplo, Zainab, namorada de Tarek vivida pela atriz Danai Jekessai Gurira, é a própria desconfiança. O fato de ela e seu namorado serem imigrantes ilegais, faz com desconfie até mesmo de Walter que se mostrou tão caridoso; Tarek é a imagem poética da música, do prazer de viver, de respirar sem medo, de conhecer; Walter é o exato oposto disso. Logo no início do filme, após uma aula de piano com sua professora particular, ele pede para que ela não volte no dia seguinte, confusa, ela pergunta se ele vai desistir e diante da resposta negativa, ela lhe pergunta quantos professores ele já teve antes dela e quando ele responde que foram quatro, ela lhe fala o seguinte: ... o senhor sabe o quanto é difícil uma pessoa na sua idade aprender piano? ... Ainda mais quando não se nasceu com um talento natural para a música, como o senhor... Mudar de professor não vai resolver o seu problema. Mas se o senhor for mesmo desitir, por favor me avise... eu gostaria de comprar seu piano...; A mãe de Tarek, Mouna (Hiam Abbas) que havia fugido da Síria há anos devido à perseguições políticas que levaram á morte de seu marido, é o deslumbramento pueril e imaculado do migrante que, pela primeira vez, conhece lugares e coisas que antes só conhecia pela televisão, ou por fotos.
Já disse: não sou ator e tampouco li Pirandello, ou Stravinsky, mas as atuações realmente me impressionaram.
A trama toda é rasgada por uma explícita crítica ao preconceito americano com imigrantes e ao modo como são feitas as "investigações" para se deportar alguém do país, depois do onze de setembro. O tempo inteiro símbolos americanos são apresentados ao lado de situações paradoxais, como quando Tarek é preso pela imigração e na parade do centro de detenção aparece um cartaz onde se lê: os imigrantes são a força dos EUA.
Além de tudo isso, O Visitante traz à tona a questão do cansaço de ser você mesmo a vida toda. De ter o mesmo trabalho, de tentar fazer as mesmas coisas, de fugir daquilo que é novo, de fingir importância naquilo que faz há muito tempo.
Poesia em seu estado mais sincero. Assitam.
P.S. na sáida, extasiados, caminhamos de volta até a estação Triannon, pra dar tempo de fumar um cigarro, discutir o filme etc, e, na calçada do parque Triannon, bem na parte que em o Bandeirante, brota imperioso da calçada, nos deparamos com um ser sem cor e com cheiro, aliás muito forte, que falava ao telefone sem fio (sem fio, sem antena, sem sinal, sem tecla) com seres intergaláticos... É São Paulo... Ainda bem...
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