quarta-feira, 6 de maio de 2009

RATINHO VOLTA AO SBT – E EU RECOMENDO ANTES QUE ELE ME ESCULACHE!

“Ratinho tá de volta. Quem gosta, assiste. Quem não gosta, assiste escondido e não conta pra ninguém porque tem vergonha de dizer que gosta.”
(Xaropinho)

Nesta segunda 04 de Maio, às 17:30h, eu tive o imenso prazer de assistir a estréia do novo programa do Ratinho. Amei. Acho o programa o maior barato. Um circo onde grotesco, informação, denuncia social, farsa e uma alta dose de humor duvidoso e anti higiênico se misturam de uma forma incomum em outros programas do gênero – isto graças ao cronner Carlos Massa, vulgo Ratinho. Sei que os intelectuais de plantão sempre torcem o nariz quando o lance é pop popular, mas depois de Zeca Baleiro cantando Wando na Virada Cultural e um monte de neguinho – e neguinha – cabeça, universitário ou a porra que for, cantando o refrão junto, não há quem me tire da cabeça que essa hipocrisia cultural está indo brega abaixo a cada dia que passa!

E não tem nada a ver com o grau de intelectualidade do Massa, nem com aquela ajuda interesseira aos necessitados ou mesmo ao humor chulo e grotesto para as tardes televisivas de um país inteligente e humano como o Brasil. O formato do programa rende-se ao carisma do apresentador e sua sinceridade de frente às câmeras que, mesmo diante daqueles casos tristes e sensacionalistas, sempre tem uma piada de mau gosto ou um esculacho para alguma autoridade que esteja na mira do plobrema. Agora sério: um apresentador que vai na mira da objetiva de uma câmera e diz o que pensa com todas as palavras possíveis da forma mais clara possível , estando certo ou errado e se retratando se for o caso, é algo tão raro de se ver na história da televisão, que me remete a épocas ancestrais, quando bufões se postavam diante de reis e nobres para cuspir verdades em suas faces sem a menor preocupação. Isto é que eu gosto no senhor Massa: um autêntico bufão sem medo de que lhe cortem a cabeça. Ouvido pelo povo e pelos nobres, o homem incomoda e causa temor. Um esculacho dele é pior do que um comentário crítico de Boris Casoy ou coisa parecida.

Resomindu, eu gosto do Ratinho mermo di mermo. Deve ser um dos poucos – senão o único! – apresentador genuíno de um programa produzido por televisão. Ele é tosco, boca suja e desaforado, com um requinte de humor duvidoso para ouvidos que gostam de manter aquela aparência limpa e socialmente aceita nos concertos eruditos do Municipal. Desculpem, senhores. Ratinho veste social e fala como povo para o povo e atiça cidadãos na alma de qualquer um!
Neste primeiro programa, com os assuntos de sempre novidade alguma: drogas, menino que vira cachorro, ligação do governador José Serra e uma aparição “surpresa” do cantor pop sertanejo Leonardo (ou é Leandro? Eu nunca sei qual dos dois morreu!). O circo televisivo é completado por uma secretária italiana que não fala português, uma banda pior que a do Jô (esculachada mesmo!), o boneco Xaropinho e erros – propositais ou não – de produção e etiqueta televisiva. Decerto Tarantino e Rodriguez adorariam este trash tupiniquim. Eu não o nego. O bom gosto é cansativo e tem muita maquiagem escondendo a face verdadeira. Eu fico com o Ratinho, sempre que posso – e entendo todas as piadas do CQC. Não preciso parecer inteligente, senhores – e, pra ser inteligente igual a muitos, eu prefiro mesmo é ser burro! Viva ao Wando! Digo, ... Viva ao Zeca Baleiro, que é intelectual qui neim eo e canta Wando, Odair José, Adoniram Barbosa e sauda Stephen Fry, sem medo de parecer brega!

Frases antológicas do Ratinho em seu primeiro programa:
“Rapaz! Um caminhão de maconha!? É muita maconha! Mas também, com tanto de maconheiro que tem por aí! Só aqui no SBT tem um monte!”
“Não me censura, não, se não eu falo os nomes!”
“Uma emissora com mais de dez mil funcionários, você vai me dizer que não tem um que nunca deu um tapa na macaca? Ah, vá!”
“Vamo prestar atenção que o assunto é sério... Apesar q’eu sempre esculacho tudo!”
“O Ronaldinho gordão não quis receber nossa equipe. Deixa ele aparecer com um traveco, deixa!”
“Aqui não tem baixaria, não! Quem tem baixaria é o Datena!”

5 comentários:

Nando Z disse...

Concordo, acho que deve ser deixado de lado esta mania "cool" de achar que o que é popular ñ tem valor nem significado, isso é u mtipo de preconceito, e quem "cool" deve fazer a tradução valer e ter humildade de ousar ouvir e entender, ñ seu coolzão que atenta apenas para a sua complexa verdade!!

(ps Claudema juro que lendo achava que no final do titulo iria ver o nome do tarcisio!!! rs, bacana valeu!!)

Tarcísio Hayashi disse...

Não vi. Mas só essas frases no final já me fizeram rir=). Mas é o seguinte não gosto não. Sabe como é né? Pega mal.. e o blog tá aberto ao mundo todo. E se isso cai na mídia?

PS Se o Nando achou que ia ver meu nome e achei que ia ver o dele.

Oh puta merda Estamos nos fundindo? Fudendo? Lá Ele!

Claudemir "Dark'ney" Santos disse...

Pois é Hayashi, vc n viu o segundo dia, parecia um de nós o escroto dizendo "É o seguinte, o cara que pode beber no fim de semana é bom. Agora, o cara que pode beber todo o dia é melhor ainda!"
Lá ele? E eu nelas!

Claudemir "Dark'ney" Santos disse...

Salve Nando Z! Noss híbrido de Ratinho com Genival Lacerda! Fundindo com ninguém eu mesmo não!

Nando Z disse...

To me fudindo em ninguém ñ lá ele!!
e pensando bem o meu pai honoravel 'boizão" tem caracteristicas parecidas com o ratinho