quarta-feira, 8 de julho de 2009

A sempre concorrida arte do fingir que não vi


Vimos hoje em todos os anais da mídia mundial as homenagens póstumas ao ídolo mundial da arte pop Michael Jackson ícone de uma geração acomodada na banalidade do não pensar e do não saber, geração na qual me incluo como fã irrestrito do artista, porém não sei se acaso alguns pensadores compartilhem comigo da sensação nauseante de que realmente há algo muito errado acontecendo, quando vejo que tal velório teve uma repercussão muito mais ampla que o degradante golpe sofrido pelo governo de Honduras na figura do seu presidente Manuel Zelaya, não que este ácido interlocutor seja o maior conhecedor das circunstâncias políticas que cercam tal golpe ou que impulsionem o andar da carruagem em Honduras, ou muito menos esteja vendado diante das concretas denuncias contra o Sr Zelaya, mas o fato de ser fruto de uma geração fim de golpe, me faz ter uma postura completamente parcial em relação a todo tipo de ação militar de direita que tencione restabelecer qualquer dita “democracia”, tenho asco por toda a postura sócia-política direitista já pelo seu nome, e quando vislumbro um ambiente em que isso possa tornar-se uma proliferação de atos desmandados em que ditos salvadores da pátria usufruam situações conturbadas para retomar as rédeas de seu domínio sobre forças que mesmo fransinamente lhes escapolem ao controle, este é o momento em que meu Hide abre suas asas. Dentro desta questão tenho que felicitar nosso Presidente por “tirar o seu da reta” afinal de contas se isso virar moda, qualquer menção a mensálão pode tornar-se um bom motivo para nosso país ser incluído nessa ignóbil lista dos países golpeados, afinal de contas, ao ter a atitude de autoproteção ele também está alertando as eternas potências feudais em nosso país que aqui talvez um golpe assim não seja tão fácil de ser realizado e que principalmente tal fato não poderia ser tão cinicamente abafado pela mídia, pois afinal de contas temos um presidente que pelo bem ou pelo mal, é hoje um dos lideres mais importantes dos países em desenvolvimento e quem sabe até um dos lideres mais importantes do mundo (pelo menos para o Obama).

3 comentários:

Tiago Araújo disse...

não tenho muita certeza, mas acho que perdi minha capacidade exclamativa, acho que não me impressiono mais com muitas coisas... não sei, ainda, avaliar se isso é bom ou ruim... só sei que tô assim...

Tarcísio Hayashi disse...

De fato, MJ teve mais espaço que os golpes do Irã e de Honduras. Lógico, afinal o público se interessa mais. Teve mais espaço também que o acordo entre EUA e Rússia sobre o desarmamento nuclear. Está tudo ao contrário mesmo. MJ era foda mesmo, agora eu estou mais com uma atriz que preferiu não participar do memorial, ou como diria Bob Dylan, um circo de porcos.

Escroto tudo isso.

Mas não me venham com essa de Lula. O cara teve a moral de em uma puta crise no Legislativo arranjar tempo para se encontrar com o campeão da Copa do Brasil. O mesmo presidente que em meio à crise (porque a crise é grande sim. Podemos compará-la ao mensalão. São nepotismos, seguro-saúde vitalício, tudo com o nome de ATO SECRETO. Secreto por quê? Onde está a tão falada transparência?). Consigo ver boas coisas no governo de esquerda. Mas um presidente que fala que não há crise, pois isto ocorre a todo momento no Senado... Ah não, TUDO TEM LIMITE! Tô cansado de ser enganado. Que presidente é esse? Coisas boas o FHC também tinha. Todos têm. Uns mais outros menos. Se a mídia joga contra o Lula, ele que saiba jogar com ela também, contudo ao contrário disso ele só municia ainda mais a imprensa direitista. Chega desse'não sei de nada'.

Claudemir "Dark'ney" Santos disse...

Particularmente, prefiro o espetáculo da morte de Michael Jackson do que o outro show que, aparentemente, parece ser mais importante que o abalo causado no mundo pop. Do MJ ao menos eu sei que é falso, entretenimento, uma fantasia criada e recriada para alimentar sonhos. No outro caso, tenho uma extrema desconfiança por não saber até que pé a verdade anda ou desanda. São roteiros mal escritos e inverossimeis, como toda essa merda sobre José Sarney, que o nosso presidente admirado por Obama teima em defender. Estas coisas me cansaram. Não acredito em lados; acredito em pessoas que simplesmente desejam o poder sem se importar de fato se governarão bem ou mal. Saramago está certo quando diz que a humanidade não merece a vida.Assim pensando,qual é a preocupação? O jogo vai continuar, até o retorno da revolução francesa.Depois que as cabeças rolarem, novos sujos tomarão o poder. E a única coisa que vai fazer diferença na minha vida é se eu vou ter tempo pra ver a versão de Tim Burton de Alice no país das Maravilhas. O resto, é tudo muito previsivel.

ps:
"Sei que algum dia alguém vai me condenar, mas antes eu preciso ir no banheiro urinar!" (civil, Paranóia,1987)

"Eu me importava, mas tá tudo mudando!"
(Bob Dylan por Zé Ramalho)

"Live and let die." (Paul MacCartney)

E por aí vai...