domingo, 8 de novembro de 2009

Sacha Arcanjo - 60 anos "Eu Estava Lá"









Escrevo essas primeiras impressões pensando no documentáro (por sinal, excelente) "I´m not there" ("Eu não estava lá"), sobre e com Bob Dylan. Mas eu estava lá! Posso morrer agora sabendo que estive numa festa histórica, pra ficar anotada na lembrança e na vasta e rica memória coletiva, artística, cultural e cidadã de São Miguel. Mas, afinal, estava lá, onde?
Pois ontem o Sacha (esse, sim, "é o cara", segundo meus conceitos obamanianos de reconhecer uma figura pública que seja realmente "a tal"), entrou feliz pelas portas do 60, e talvez tenha se realizado no já histórico bairro de São Miguel, no quintal catártico da sua mítica casa (que, por sinal, é alugada - e lá se vão acho que mais de 30 anos num só lugar. "Alô, autoridades, acho que deveriam tombar a mesma por usucapião para torná-la um monumento vivo em homenagem à arte, à cultura e à cidadania!"), uma festa que provavelmente estará incrustada no imaginário coletivo como "uma senhora festa!"
Reconheçamos todos: o cara merece. E muito mais! Ainda assim, pelas mãos práticas da Célia e do Sachinha (além de todos os outros da trupe familiar, que é a cada dia mais bonita e simpática), tudo fluiu de maneira bonita, acalorada, simples e alegre, com muita música, gente bonita, conversa sadia e solta, sem egolatria. Igual a tudo que me acostumei a ver no Sacha e seus cúmplices, seja no engenho familiar, amigo, profissional, cultural e artístico, em todos esses 11 anos de convivência próxima.
Na entrada, o tira-gosto era o encontro com vários que há muito eu não via. E bota gente nisso! O quintal tava pequeno, e o sereno gostoso que caía como maná do céu ajudava a criar um clima, fazendo com que todos se aproximassem mais. As guarnições servidas eram preciosas porções de abraços e beijso calorosos em tantos velhos e muitos novos amigos que também se aboletam próximos às asas livres e desprendidas do Sachão. E sob a metáfora dos caldinhos fortificantes da Célia, eis-nos diante da substância inteligente de gente festeira, irrigada nas ideias, em paz com a vida e a sina.
Encontrei muitos ali e acho injusto citar os que estavam, pois provavelmente vou incorrer no erro de omitir alguém. Vou pela tangente, lamentando a falta de alguns que, por óbvio motivos pessoais ou profissionais, não estiveram, caso do Edvaldo Santana, do Ivan Néris, do Eliel e do Akira, que (ufa!), chegou no finzinho. Quer dizer, finzinho pra mim, que já estava de saída, mas creio que o negócio deve ter rolando até umas horas.... se é que não está rolando ainda. Conheço essa tchurma!...
Por ora, felicito o Raberuan (parceiro mais constante nessa viagem idílica do Sacha), o Akira e tantos outros que proporcionaram ao cara um cd exclusivo com seus maiores sucessos, regravados por amigos da old & new school, que resultou num presente que, longe de ser só para o próprio, acabou por ser um presente para todos que estavam presentes (sic). E para as gerações do porvir também.

- Tintim, mano véio!

3 comentários:

Nando Z disse...

Bom também!!1

Tarcísio Hayashi disse...

Foi massa. Foi indaga. E foi cachaça!!!

Claudemir "Dark'ney" Santos disse...

Escobar, tu e os teus foram embora cedo, mas foi muito bom ter vocês por lá. Se assim não fosse, ia tá faltando página neste livro da nossa existência!