terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O Kabrunco entrou onde não devia! Lá ele! Na Areia! REDIMUNDO 19/12/08: FESTA DE FIM DE ANO DO GRUPO (e os bestas pensando que era Sarau)

São 14:32h do dia 20 de dezembro de 2008. Sábado dublado. Lembro da sexta, e tudo que o Ritchie diz no vinil que gira na vitrola é “A vida tem destas coisas!...”

A atriz Alline Alves, também conhecida como Alline Sant’Ana, foi ao Sarau Quebra Facão (12/12/Oficina Cultural Luiz Gonzaga) e me convidou para o suposto sarau do Grupo Redimundo de Investigação Teatral. Achei bacana: legal tirar o trabalho daqui e mostrar pra outras pessoas. O pessoal não se empolgou muito, não, mas Sachão me apoiou e todo mundo teve que acatar. Pois é, todo mundo: eu, Tarcísio, Marrom e Nando Z.
Estivemos lá juntamente com Bárbara Ramos, que não desgruda do Tarcísio; Tiago e Isis, que não se desgrudam; e com Vinícius Casé e Ravi, que também são unha e caaaaaaaaarne. Eu fui o último a chegar. Sozinho.
O local dava a impressão, como Tiago Araújo bem o disse, que estávamos num Quintal Das Árvores ultra plus avanced : um puta sobrado antigo localizado na Major Diogo 91 que, segundo Alline, conseguiram para apresentar o espetáculo “A casa” e que o dono cedeu em nome da Arte. Sem querer comer ninguém do grupo. Nobre. Mas duvidei.
Terreno alto, rampas e escadarias a la casa de Norman Bates e, no fundo, árvores e vegetação ordenada e bem cuidada. Lindo.

Dei uma sacada no grupo e devo dizer que era como qualquer outro de teatro: cheio de artistas, evidentemente. A anfitriã (pelo menos a vi assim) Janaína Silva, linda!, anunciava atrações e convidava a todos para entrarem numa sala com luz vermelha. Muita gente bonita e descolada, a maioria vestida daquele jeito, conversando sobre aquelas coisas. Tudo muito bem etiquetado. Comes e bebes com bom preço e boa qualidade, bazar e sebo com preços justos. Tudo em ordem e tudo em paz.

Quando Janaína anunciava as atrações com toda a simpatia possível, as pessoas sorriam e voltavam aos seus assuntos, e o artista ficava lá, se expondo para paredes com meia dúzia de gatos pingados. Os músicos tocavam canções consagradas, o que dava a sala da luz vermelha um clima de zona (puteiro, mermo, Como diria Nando Z) – o que é bom também, mas o público não se empolgou. Ele se movia dentro da sala conforme o artista no palco: se era amigo ou namorado, assistiam. Se não conheciam, saíam. Parecia um pessoal de São Miguel que eu conheço.

A única vez que quase todos estiveram dentro foi quando o Redimundo tocou músicas de roda – que, segundo Alline, faz parte de um dos espetáculos do grupo. {Coisa de Hippie da Vila Madalena! Diria Hayashi. Não vou defender, pois eles devem falar Coisa de favelado de São Miguel. Lá ele!}

As pessoas foram cantar e dançar, menos os cabras de São Miguel, que ficaram bebendo lá fora. Vi e gostei. Da roda, não dos cabras. (também, como não ia gostar daquele interiorismo, se a loira hippie chic me deu aquele sorriso lindo antes de começar a dançar tal qual uma mestiça interiorana?)

Depois, quase no final, pedi a vez no palco a Janaína, e ela assentiu com todo o prazer. Na sala, algumas pessoas da nossa turma, Clara Barbosa e seus novos amigos alegres e felizes ficaram. Vinícius Casé se retirou regulando e levando seu violão, dizendo que ia embora e mantendo-se lá fora sem ir. Aliás, ele foi embora ao mesmo tempo que nós, horas depois. Não com a gente, naturalmente: pra gente, ele já tinha ido embora faz tempo!

Uma vez no palco Hayashi e eu, um cidadão barbado do Redimundo deixou uma música de fundo no som, misturando-a com nossas canções e fez questão de abaixar o volume enquanto tocávamos. Rapaz muito gentil, de fato. Ao menos sua namorada fez as honras e ficou ali curtindo o som, ouvindo letras e musicalidade com sua beleza que iluminava o ambiente com sensualidade e diplomacia. {Quando era Nando Z, Tiago e Ravi tocando, outro esquisito com cara de artista foi dizer a Ravi que tinha mais gente pra tocar. Só se fosse punheta! Tocar pra quem, se não tinha público? E este era tão... diferente que nem namorada bonita tinha pra compensar!}

Mal terminamos de tocar, começaram a desmontar o circo. Era quatro da manhã. (Se fosse o Arte Canal, segundo Hayashi, o povo estaria trepando escandalosamente no motel ao lado e o Ivan estaria lendo Pirandello em voz alta. Ia ser foda também, mas estaríamos abrigados). Enfim: me despedi de Janaína, convidando-a para aparecer em Terras San Miguelensys. No mais, ficamos no portão tocando violão, andamos até o metrô (eu, Sacha Arcanjo, HayaBabi, Marrom e Nando), dei uma cerveja inteira para um nóia que tava enchendo o saco e tivemos que esperar o metrô circular para ir embora.

Voltando pra casa, desconfiei que o Sarau do grupo Redimundo, na verdade, fora uma festa entre amigos para confraternizar o final do ano – que parece ter sido muito bom para eles. O ano, não a festa.

Assim sendo, apesar de convidados por Alline Alves, ficamos como penetras em na festa, perdidos, deslocados entre os amigos do grupo teatral, que tem uma curtição cultural diferente da nossa. E era isto mesmo. Conversando com Alline na tarde seguinte via MSN, ela relatou que era uma festa de confraternização ou coisa assim.
“Porra, Alline! Mas você falou pra gente que era um sarau!!!”
“Falei nada, homem! Vê a mensagem no orkut!”
Realmente, na mensagem, não se falava nada de sarau mas, porra!, ela falou pra todo mundo que era um Sarau e nós fomos com isto na cabeça. Falha nossa, gente!

{De qualquer forma, ainda bem que não era um sarau; acredito que um grupo como REDIMUNDO, com as pessoas que o compõe e suas experiências, jamais fariam um sarau tão meia boca como aquela festa. (tem gente da turma pensando ainda que aquilo era um sarau, e eu devo ser um deles. Sei lá!}

Pois é, gato! MORAL DA HISTÓRIA: Artista que vai onde o povo está é o Milton Nascimento: A gente toca. Se o público quiser, que venha. Eu e minha mania de querer conhecer lugares e pessoas diferentes... Puta que pariu, viu!!!

I N F O R M A Ç Õ E S

E para quem não sabe:
ALLINE ALVES ou ALLINE SANT’ANA é uma atriz das atrizes mais talentosas da nova geração. A mais envolvida com o mundo da Arte, com certeza. Esteve no ALUCINÓGENO DRAMÁTICO em VIA CRUCIS, A FADA DAS ESTAÇÕES e HUMOR IN NATURA. Hoje está no grupo REDIMUNDO DE INVESTIGAÇÃO, que apresenta o espetáculo VÉSPERAS NA JANELA, de Rudifran Pompeu , que volta em cartaz em FEVEREIRO DE 2009.
Prestigiem!

Mais sobre o grupo: http://www.gruporedimunho.com.br/

10 comentários:

Tiago Araújo disse...

bicho,o Kabrunco é menino, ainda precisa de modos e ouvidos....

Tarcísio Hayashi disse...

Ou não? Acho que às vezes falta de modos, ouvidos, ou talvez somente falta de paciência podem mudar muita coisa. Se todos os caras que curto tivessem modos e ouvidos o mundo ia ser muito chato...

Claudemir "Dark'ney" Santos disse...

Mais que vocês dois? Duvido! Quem foi que excluiu comentário?

Nando Z disse...

Bichu kalunco é um menino respondão!! preparando-se pra revolução!!!
E o seguinte a senhorita Aline disse sim que era um Sarau em voz alta e em bom tom para mimm e Sacha Arcanjo, mais na minha modesta opinião teve um motivo mais "colorido' para Aline convidar a batota do quebra facão rs convidou dizendo que era SArau, eu como deus borrifado fui um dos que incitou a ficar no didi!em vão!!

Ps O cara de barba gentilmente baixou o som depois que eu incitei o mesmo em testar os plilares do casarão com toda a sua boa educação!! rs

Enfim senhores tudo di bom!!!

Tarcísio Hayashi disse...

Eu excluí pq escrevi merda!

Claudemir "Dark'ney" Santos disse...

Senhores, posso estar enganado, bem sei, mas acho que o Dom Tiago Araújo foi irônico e sarcástico em seu comentário. Vocês não entenderam, eu não entendi ou o Tiago não se entendeu?
Que Alline disse que era Sarau, disse, mas que não era, não era. Aliás, nem festa parecia, viu?

Tarcísio Hayashi disse...

Por isso eu não gosto dessas "comunicagens mudernas". Fica foda pra saber o que a pessoa quer realmente dizer.

Tiago Araújo disse...

senhor Darkney tem razão: entendi-me muito bem, e fui irônico e cáustico sim, porque é bom também. E, de algum modo, concordo com Nando Z, com o Hayashi concordo me partes, fosse a intenção de meu comentário... sejamos sem modos mesmo, sem ouvidos, mas sem esquecer de saber como se portar e, principalmente, quem ouvir...

Claudemir "Dark'ney" Santos disse...

Já que as partes se entendem na cuminicagem, sugiro que bebemos.

Tarcísio Hayashi disse...

Bebamos então!! Cadê o Velho?